Dólar
Compra: $1,96
Venda: $1,96
.
    Classificados
 
  CLIQUE AQUI
  1 (973) 344-4555
 
    Versões Impressas
 
  CLIQUE AQUI
 
    Notícias
 
Home Page
Ed. Sábado
E V E N T O S
M U S A   BP
Brasileirão
Cartas do Leitor
Ed. Anteriores
Fotos
Orkut
Twitter
 
    Social Press
 
Connecticut
New York
Social Press
 
    Ed. Sábado (acesse)
clique para acessar
 
    Colunas
 
Dajosan
Léa Campos
Opinião
Cozinha com Celina
 
    Serviços
 
Consulados
Cotação
Tradução
 
    Interação
 
Anuncie
Assine
Expediente
Fale Conosco
 
leitores online
 
  Publicidade
 
  Notícias . Estados Unidos

01.07.2009 imprimir Imprimir
 

Brasil e EUA exigem volta do presidente de Honduras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a diplomacia brasileira descartam reconhecer o novo governo de Honduras e veem a Organização dos Estados Americanos (OEA) como o fórum de pressão mais adequado para reverter o golpe militar dado no fim de semana. Em conversa telefônica na segunda-feira à noite com o presidente deposto Manuel Zelaya, Lula prometeu trabalhar "pessoalmente" por seu retorno ao cargo.

Antes disso ele disse que a ação militar era "inaceitável". O Itamaraty qualificou a ação militar de "atentado à democracia". Não está claro, porém, que tipo de acordo será proposto.

Lula, apesar da relação distante, tem simpatia por Zelaya. A principal ligação entre os dois governos é o assessor internacional Marco Aurélio Garcia, próximo da chanceler Patricia Rodas, ex-presidente do esquerdista Partido Liberal e presença frequente no Fórum de São Paulo - o encontro bianual de organizações sociais e partidos de esquerda da América Latina.

Já em setores do Itamaraty o presidente deposto de Honduras é visto como “oportunista" e um "chauvista radical". Independentemente das visões conflitantes, o governo brasileiro decidiu engajar-se em sua recondução ao cargo. Auxiliares de Lula tentavam pô-lo em contato com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que liderava reunião de cúpula da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) na Nicarágua, ao lado de Zelaya.

Uma das intenções do governo brasileiro é driblar as resistências de Chávez, o principal aliado internacional de Zelaya, a uma solução via OEA. Fontes do Itamaraty lembraram que esse foi o fórum usado para contornar a tentativa de golpe a Chávez, em 2002, e a crise entre Colômbia e Equador, em 2008, quando houve até mobilização de tropas nas fronteiras. Também citavam que é a instituição mais adequada para discutir o golpe em Honduras porque tem a participação de seus vizinhos centro-americanos e dos Estados Unidos, cujo governo também se recusou a reconhecer o presidente interino Roberto Micheletti, o que repercutiu positivamente no Itamaraty.

Para observadores da política hondurenha na diplomacia brasileira, Zelaya promovia uma ofensiva de duvidoso caráter legal - o referendo popular para respaldar uma nova Assembleia Constituinte - e já não reunia apoio interno suficiente para a empreitada. Mas dizem que o caminho para tirá-lo do poder seria a abertura de um processo de impeachment, embora seu mandato termine em janeiro de 2010.

A ação militar é vista como um precedente extremamente perigoso. Por isso o Brasil foi enfático em nota oficial que condena "de forma veemente" o golpe e "conclama a que o presidente Zelaya seja imediata e incondicionalmente reposto em suas funções".  "Eventuais questões de ordem constitucional devem ser resolvidas de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática".

O isolamento internacional é a primeira iniciativa. Não houve reconhecimento ao governo provisório de Micheletti e acredita-se em Brasília que nenhum país da América Latina voltará atrás nessa postura. O embaixador do Brasil em Honduras, Brian Michael Neele, deixou as instalações na capital Tegucigalpa e só retornará ao país quando houver solução para a crise. Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua determinaram a retirada de seus embaixadores.

Lula classificou o golpe militar de " inaceitável " . " Não podemos permitir que a América Latina tenha um golpe militar. Temos que exigir a volta do governo eleito democraticamente porque senão vira moda outra vez " , afirmou o presidente. Lula defendeu que Honduras seja isolada no continente enquanto a democracia não for restabalecida no país. E espera uma ação coordenada na região. " Eu penso que todos os países da América do Sul, todos da América Latina, mais os EUA e o México estão de acordo que não é possível aceitar isso. A OEA também não aceita " , disse o presidente.

Lula destacou que Zelaya foi derrubado porque queria fazer um referendo. O presidente deposto brigou com as Forças Armadas, com o Congresso e com a Justiça por querer realizar uma consulta popular para saber se, nas eleições gerais de novembro, o país deveria também apreciar a proposta de formar uma nova assembleia constituinte. "Ora, o que um referendo tem de criminoso? Qual o medo de ouvir a vontade do povo?”, perguntou Lula. A Suprema Corte hondurenha classificou o referendo de ilegal. Opositores de Zelaya dizem que ele pretendia alterar a Constituição para instituir a reeleição e permanecer no cargo.

Lula criticou o golpe e a forma como foi conduzido. "Por conta disso, o presidente ser tirado de sua casa às 5h30 da manhã e ser levado, e no mesmo dia o Congresso se reunir e escolher um outro presidente? Não importa que tenha divergência interna, divergência se resolve com debate democrático".

O desafio é encontrar um tipo de acordo que satisfaça ao presidente deposto e oposicionistas, que têm apoio do Judiciário e da cúpula militar. A premissa do Brasil e EUA é a volta de Zelaya.

 
Comente sobre esta matéria:
 
nome:  
e-mail:  
assunto:  
Mensagem:  
   
 
 
  Publicidade
.
 
 
 
 
 
WebtivaHOSTING | webtiva.com . Webdesign da Bahia!
| ANUNCIE | ASSINE | EXPEDIENTE | CLASSIFICADOS | FALE CONOSCO |
| Copyright © 2006-2009 . Brazilian Press . Todos os direitos reservados.
BPMagazine.com Forum BP Assine Como Anunciar Fale Conosco Cadastro Eventos Famosos Aniversários Shows