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  Colunas . Léa Campos

05.08.2009 imprimir Imprimir
 

RECLAMAM DE QUÊ ?

As estelionatárias inglesas Shanti Andrew e Rebecca Turnes ambas de 23 anos, foram presas pela polícia civil do Rio de Janeiro, dia 26 passado, por tentarem aplicar o golpe das maletas roubadas à seguradora de suas bagagens.

Colocaram a queixa de que tiveram alguns objetos roubados, mas não contavam com a astúcia da polícia Civil do Rio de Janeiro que localizou os objetos no armário do albergue em que estavam hospedadas, motivo que as levou para a Bangu 7 onde ficaram um dia, tempo suficiente para comparar o local ao “Portão do Inferno”, posteriormente foram transferidas para a Penitenciária  Feminina de Mesquita na Baixada Fluminense.

Na Bangu 7 as presas com quem dividiram espaço perguntaram se elas eram lésbicas, razão  pela qual tiveram medo de sofrer alguma agressão sexual.

Na penitenciária elas reclamaram que não havia água no chuveiro e que o mal cheiro era insuportável. O que elas queriam? Uma cela 5 estrelas?

Em entrevista ao jornal inglês, as futuras delinqüentes reclamaram que foram obrigadas a dormir no corredor das celas no chão duro e que por falta de espaço se viram obrigadas a dormir de lado. Também reclamaram da comida e da sujeira da cela e que tiveram que conviver com assassinas e outros tipos de marginais, entretanto disseram que foram bem tratadas pelas presas.

As marginais foram colocadas em liberdade sábado passado, mas tiveram seus passaportes confiscados e terão que permanecer no Rio de Janeiro aguardando o julgamento que acontecerá dentro de um mês, quando responderão por estelionato, cuja pena varia de 1 a 5 anos.

Até assassinas condenadas no Brasil são mais humanas que os policiais ingleses com toda sua pompa.

Em nosso país não matamos antes para depois averiguar.

As reclamações dessas marginais não são nada se compararmos o que fizeram com o mineiro Charles que foi abatido pelas costas, depois de estar algemado, dominado e de bruços no chão, cujo policial ainda assim não titubeou em executá-lo com 7 balaços na cabeça e um no ombro.

Elas alegam que sofreram no presídio. Sofreram o que se segundo as declarações feitas por elas, foram bem tratadas pelas presas.

Sofrimento foi o que foram submetidos os pais e demais familiares do mineiro, que a única coisa que fazia era trabalhar no país delas.

Assassinaram sem clemência e covardemente a um inocente, sem nenhuma chance de defesa e sem ser pelo menos identificado, o que é um direito universal de qualquer cidadão.

Se condenadas Shanti e Rebecca retornarão ao país delas caminhando e serão recebidas com festa e com o carinho dos familiares que certamente levarão flores, ursinhos e balões para recebê-las no aeroporto.

Enquanto Charles regressou ao país que o viu nascer dentro de um caixão, sendo recebido com lágrimas e com ramos fúnebres para homenagear a volta do filho que havia partido em busca de um melhor futuro.

O que elas passaram não foi nada e foi provocado pela vivacidade delas que pretendiam roubar de uma seguradora brasileira e apesar da delinquência comprovada não foram assassinadas.

Essa é a grande diferença entre um país civilizado cheio de policiais, de assassinos, (Inglaterra), e um país de terceiro mundo que respeita o estrangeiro mesmo sendo um marginal.

Se Charles estivesse roubando ou aplicando algum golpe talvez estivesse vivo, mas ele ia para o trabalho por isso o mataram.

Confiamos que a justiça do Rio de Janeiro não se deixe levar pela benevolência e dê a essas marginais o castigo que merecem, porque se o fato fosse com um brasileiro na terra dos Reis, certamente cairiam em cima dele com todo o peso da lei, levaria o máximo que a pena permite e mais alguns por precaução.

A lei tem que ser igual para todos, independente da nacionalidade ou do idioma que falam.

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.

 
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