Chavista que liderou ataque à Globovisión é acusada de sete crimes
A Justiça venezuelana acusou a líder pró-governista Lina Ron de sete crimes pelo ataque armado de segunda-feira contra o canal de TV opositor Globovisión, informou ontem a promotoria, que tinha pedido outros dois delitos para a chavista.
Lina, líder do governista União Patriótica Venezuelana (UPV), se entregou à Justiça na terça-feira, horas depois de a promotoria ter pedido sua detenção pelo ataque que teria liderado junto a 30 pessoas contra a Globovisión.
A promotoria disse em comunicado que um tribunal de Caracas desprezou seu pedido para que Lina fosse acusada de "formação de quadrilha" e "obstrução da liberdade de comércio", mas que aceitou processá-la por "violência e ameaça contra a liberdade de comércio ou indústria". A corte também aceitou acusá-la de "violência privada", "instigação a delinquir", "atuação em bando", "intimidação pública", "lesões pessoais em grau de cumplicidade", "concurso real ao delito" e "posse e uso ilícito de objetos qualificados como arma de guerra (bomba de gás lacrimogêneo)".
Na ação, que foi pelo menos o quarto ataque à rede por simpatizantes do governo, um segurança do canal e um agente da Polícia Metropolitana ficaram feridos. Lina seguirá detida na sede da Direção de Inteligência Militar (DIM), onde se entregou na terça-feira, quando o presidente do país, Hugo Chávez, a acusou de conduta "contra-revolucionária".
O chefe de Estado, que ameaça retirar o direito de transmissão da Globovisión por considerar que o canal exerce um "terrorismo midiático", disse na ocasião que Lina "violou a lei" ao cometer um "ato contra-revolucionário". |