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12.08.2009 imprimir Imprimir
 

Familiares ainda tentavam entender na noite do domingo as circunstâncias que levaram à morte de um jovem gaúcho na última sexta-feira. Vilmar Horn, 24 anos, de São Paulo das Missões, no noroeste gaúcho, foi assassinado na saída de uma festa.

Horn estava na Suíça há três meses como funcionário de uma fazenda no interior. A família foi notificada da morte pelos patrões do gaúcho.

— A gente não sabe ao certo o que aconteceu — relatou Andréia Horn, 20 anos, irmã do jovem, que também não sabia em que cidade ele estava morando.

Ela disse que Horn teria sido abordado por três iuguslavos na saída de uma festa com duração de três dias. Eles teriam jogado spray de pimenta nos olhos do gaúcho e, depois, o esfaqueado pelas costas. O jovem morreu no local, informou a irmã.

A família não foi procurada pela embaixada brasileira em Berna, nem contatou qualquer representação brasileira no país europeu. O gaúcho viajou para cobrir a vaga deixada por um amigo que voltou recentemente ao Brasil. O contrato de trabalho era de um ano e meio.

Ele pediu licença do Exército e trabalhou em uma granja perto da casa dos pais para conseguir dinheiro para pagar a passagem para a Europa. O objetivo era economizar dinheiro para voltar ao Rio Grande do Sul e construir uma casa em Catarina, recordou Andréia. A namorada há três anos, Denise Kipper, 23 anos, ficou no Brasil.

— É impossível ele ter inimigos. Tinha amizade com todos, estava sempre alegre, jamais deixaria um amigo na mão — afirmou Andréia.

A saudade, porém, teria feito os planos de Vilmar mudarem. Segundo a irmã, ele achava que não aguentaria todo o período planejado na Suíça. A última vez que os parentes falaram com o gaúcho foi na última quinta-feira, quando ele avisou por telefone que enviara pelo correio um CD com fotos, cartas e um presente de aniversário para a irmã.

 
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