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  Notícias . Brasil

19.08.2009 imprimir Imprimir
 

Bolsa de Nova York busca alianças no Brasil

A Bolsa de Nova York está procurando alianças estratégicas para 2010 no mercado brasileiro, como anunciou ontem em São Paulo o presidente da NYSE Euronext, grupo que controla o pregão em Wall Street, Duncan Niederauer.

Em sua primeira visita ao país, Niederauer participou do seminário "Brasil no Cenário Global" promovido pelo Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e apontou que a maior bolsa do mundo em valor de mercado selecionou "um seleto grupo" de países para futuros negócios.

— A lista inclui o Brasil nesta parte do mundo, Catar no Oriente Médio, Japão e China e, seguramente, a Índia também é um aliado importante. Nós achamos que, no caso do Brasil, há uma oportunidade real de ajudar a bolsa a ser mais global — explicou o executivo.

Depois da fusão das bolsas de valores (Bovespa) e de Mercadorias e Futuros (BM&F), o pregão paulista passou a ser o terceiro do mundo em volume negociado (número de títulos em circulação por sua cotação), atrás apenas de Frankfurt, na Alemanha, e Chicago, nos Estados Unidos. A bolsa nova-iorquina espera terminar o ano com 20 ofertas públicas iniciais de ações (IPO, em inglês), frente às 15 que tem até o momento, número considerado por Niederauer como "mínimo" pois o mercado americano segue em recuperação.

— A indústria de serviços financeiros foi muito inteligente em não lançar precipitadamente muitas empresas ao mercado — ressaltou Niederauer, que comentou que as ações das 31 companhias brasileiras que cotam em Nova York movimentaram em 2008 uma média diária de US$ 4 bilhões.

O número supera a média do volume financeiro diário de todas as 392 empresas da Bovespa, que foi no ano passado de US$ 2,7 bilhões. As empresas brasileiras são as terceiras de origem estrangeira em Wall Street, atrás das canadenses, com 74 companhias, e das chinesas, com 42.

Na visita ao país, onde se reunirá com autoridades e empresários, Niederauer destacou os avanços tecnológicos do mercado brasileiro de ações.

— Temos uma pequena aliança com as bolsas em alguns lugares do mundo, mas queremos também com a BM&FBovespa no âmbito tecnológico — apontou.

 
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