Clarín classifica operação da receita como "ato de agressão e intimidação"
O grupo de comunicação argentino Clarín divulgou nota na quinta-feira sobre a operação surpresa da Receita Federal do país a sua sede. Cerca de 200 fiscais invadiram a sede dos jornais Clarín, Olé e La Razón a mando do governo e iniciaram uma gigantesca inspeção um dia após o jornal publicar denúncias de corrupção contra o governo de Cristina Kirchner.
O comunicado classifica como "uma escalada de atos de agressão e intimidação" a operação da Receita argentina. Um dos fiscais alegou que a operação era de rotina e tinha "o objetivo de investigar a situação trabalhista e fiscal da empresa". Foram apreendidos documentos e livros contábeis.
A operação marca o ponto mais alto das tensões entre o Clarín e o governo de Cristina. A presidente tenta aprovar às pressas no Congresso uma nova lei de radiodifusão que contraria interesses comerciais do Clarín e de outros grupos privados locais. O projeto do governo reserva apenas 33% dos canais de TV argentinos às empresas privadas. Os outros dois terços seriam divididos entre o poder público, ONGs, igrejas, universidades e sindicatos. |