TRANSPARÊNCIA
Em reunião da Unasul, que acontece em Quito desde ontem, 15, o governo brasileiro ali representado pelo ministro Amorim, (Relações Exteriores), está propondo que seja criada uma forma de obrigar a todos os países da América do Sul a notificar seus acordos de Defesa com os países que não fazem parte da região, bem como divulgar os gastos militares na aquisição de armamentos e suas respectivas origens.
Dita sugestão foi apresentada na reunião de chanceleres da Unasul.
A proposta se deve à preocupação que está gerando a instalação das bases militares dos EEUU na Colômbia.
O Itamarati que aproveitar a reunião para exigir que Bogotá dê mais esclarecimentos sobre o acordo.
Ao que parece Venezuela, Equador e Bolívia contaminaram o Brasil com a mania de perseguição, já que agora ate Brasil teme que EEUU usem suas bases para atacar a América Latina.
Como explicar que Brasil conviveu com estas bases no Equador e nunca teve medo de ser atacado?
Equador fez também duas sugestões, na primeira pede que seja criado um código de conduta sobre gastos militares e na segunda sugere a criação de uma comissão permanente que garanta a confiança entre os países da região..
O curioso é que esta reunião não é do Conselho de Defesa da Unasul, órgão que foi criado no ano passado e sim por uma determinação dos presidentes que se reuniram em Bariloche, dia 28 passado para lidar com o impasse aberto pelo acordo Colômbia/EEUU.
A primeira reunião do Conselho de Defesa ainda não tem data marcada.
O interessante de toda esta celeuma é que quando essas mesmas bases estavam instaladas em Manta, Equador não houve nenhum temor dos demais países de uma possível invasão.
A razão eram os dólares que os americanos proporcionaram ao país de Correa que durante dez anos acolheu as bases americanas naquele país.
Até agora ninguém questionou a Chávez quando levou vários tanques de guerra de outros países para fazer turismo na fronteira com Colômbia, assim como nenhum país está preocupado com a compra de “foguetinhos” que o ditador venezuelano adquiriu dos russos.
Por que Chávez faz e desfaz e ninguém grita? Têm medo do chefão?
O discurso de glória que Chávez pronunciou, quando alardeou que comprou mísseis de terra a ar, segundo ele “comprei um foguetinho para subir 300 quilômetros apenas”.
Esta é a distância entre Colômbia e Venezuela e ninguém reage.
Quando do impasse entre Colômbia e Equador Chávez posicionou seu tanques na fronteira colombiana para intimidar sua gente.
O pior cego não é o que não vê e sim o que não quer enxergar.
Chávez é um perigo constante para toda a América Latina incluindo seu dois aprendizes de ditador, além de perigoso é irreverente, irresponsável se crê o mais poderoso e conta com o apoio de Irã.
Enquanto faz seus discursinhos de efeito para impressionar, ofendendo a quem se opõe a ele, Chávez vai armando seu país e não há oposição.
Os outros países, no entender desse ditador, devem obediência a ele e sua vontade tem que ser cumprida.
Enquanto estão preocupados com as bases militares americanas instaladas na Colômbia, Venezuela se arma, insulta e provoca sem que os demais países se posicionem contra.
A América Latina é muito grande e importante para se curvar diante de um ditador que a única coisa que pretende é espalhar o pânico e o medo.
Se está contra Chávez será perseguido e certamente condenado por ele e seus seguidores.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação. |