Diminui oposição à reforma do sistema de saúde dos EUA
A oposição do público dos Estados Unidos à reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente americano, Barack Obama, diminuiu, mas continua em níveis altos, segundo uma pesquisa publicada, na segunda-feira, pelo jornal "The Washington Post". Os americanos estão divididos em partes praticamente iguais sobre o assunto, e 48% são contra a reforma, enquanto 46% a apoiam, afirma o jornal.
A forma com a qual Obama tratou o assunto encontra uma divisão similar, e 48% acham que geriu mal e 48% mostram sua aprovação.
Em meados de agosto, 46% respaldavam a gestão presidencial da reforma, enquanto 50% a criticavam. Também então, 50% dos americanos se declaravam contra a reforma como foi concebida, frente aos 45% que mostravam apoio.
O principal ponto de discórdia parece ser a proposta de uma "opção pública", a criação de um plano de saúde patrocinado pelo Estado que competisse com as seguradoras privadas para dar cobertura médica aos que não têm.
Eliminando a possibilidade de uma opção pública, a oposição à medida cairia em seis pontos percentuais, de acordo com a pesquisa.
A reforma do sistema de saúde é a principal prioridade legislativa de Obama, que, nos últimos dias, empreendeu uma intensa campanha para promover a medida entre o público.
Na semana passada, o presidente compareceu perante as duas câmaras do Congresso dos EUA para defender a reforma em discurso, uma mensagem que repetiu, desde então, em diversas reuniões na Casa Branca, em um comício em Minnesota e em uma ampla entrevista televisionada neste fim de semana. |