A história se repete de forma um pouco diferenciada
Quando Collor congelou os investimentos financeiros acima de 50 mil a grita foi geral, seguida de um enorme movimento do Arroio ao Chuí promovido pelo PT e sob a liderança de Lula, que alcunhou o governo daquele então de traidor e que estava roubando do trabalhador.
Aplicador pequeno fez com que muitos vendessem seus bens para aplicar na poupança, iludidos com uma inflação que beirava os três dígitos.
A inflação teria que ser contida a qualquer preço para desvalorizar o dólar que chegou a ser vendido a $0,60 centavos de cruzado.
Voltando à maquina do tempo é bom lembrar que no governo militar foi criado um depósito compulsório que era aplicado aos que viajavam ao exterior. Era de $20 mil cruzeiros, que seria devolvido, mas na verdade nunca o foram, também naquele pacote incluiu-se o empréstimo compulsório feito aos empresários e que supostamente seriam devolvidos e também não foram.
Agora o governo autointitulado, “governo dos pobres e oprimidos”, resolve taxar o rendimento da poupança em 22,5% que aparece vestido com a roupa de provisório e já sabemos que não será assim, o que sabemos sim é que a cobrança será feita a partir de janeiro ou fevereiro do próximo ano e que o próximo governo terá a missão de resolver se continuará ou não taxando a caderneta de poupança. Mais uma vez o dardo do governo aponta contra o menos favorecido.
É importante esclarecer que a dita taxação será feita na fonte e não na declaração de imposto de renda.
Como o conceito do atual governo é aniquilar de vez com o povo trabalhador, que faz mágicas para conseguir manter a família com a miséria de salário que recebe e que tenta poupar alguns centavos para uma emergência, novamente terá seu suado dinheirinho confiscado em forma de imposto sobre o rendimento pelo governo do presidente operário.
A taxação da poupança será de 22,5%, entretanto já está dito que os fundos de investimentos não terão o mesmo tratamento, afinal sem o dinheiro da burguesia empresarial é impossível ocupar qualquer cargo eletivo.
Numa poupança que tenha rendido, por exemplo R$2 mil, terá subtraído R$24,50, o que equivale dizer que a longo prazo o poupador não terá incentivo para continuar se sacrificando para poupar, ainda que seja para um momento emergencial.
Segundo o governo, somente as contas novas serão taxadas e que a cobrança será feita no momento do saque.
É lamentável que Lula que apregoa ser o melhor presidente que o Brsil já teve, esteja repetindo os erros que ele tanto condenou. O refrão continua valendo: “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço”.
Não criou nada em dois mandatos e está usufruindo do que foi implantado nos governos de Itamar e FH, ainda que alienados adeptos do PT queiram dizer que Lula é o melhor.
Se a economia não baqueou com a crise mundial foi graças ao plano real, que estabilizou e valorizou a moeda brasileira. Não houve nenhuma novidade. Nada foi criado. Os salários diminuíram o poder de compra, apesar de dizerem ao contrário.
O presidente quando não está fora do país, está fazendo campanha política para sua sucessora. Lula ainda não está convencido de que é o presidente do Brasil, pois aproveita o tempo para falar mal dos outros políticos e elogiando a si próprio.
O bolsa família nada mais é que a substituição mal feita da cesta familiar, porque com este dinheiro não se pode alimentar uma família de 4 pessoas. Não chega nem mesmo para pagar a água e a luz.
Troquemos nossos votos por escolas, saúde, moradia e outros serviços básicos. Já se foi o tempo em que o eleitor trocava o voto por um uniforme de futebol para o time do bairro, para se ter uma ideia da miséria da bolsa família. Com esse dinheiro não se compra o uniforme nem para um jogador de várzea.
Precisamos ter a consciência de que somos donos dos votos que eles precisam, por isso mesmo temos que ter responsabilidade na hora de votar.
Quando Lula pedir apoio para Dilma nas eleições, nós assalariados, aposentados e pensionistas devemos pedir que nos dê um aumento real e que reponha nossas perdas antes das eleições, do contrário sua protegida não terá nossos votos.
A hora de trocar está chegando, mas temos que receber antes e não depois porque o depois não existe na agenda de nenhum político.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação. |