FAIRBRAS
A Força Armada Interamericana do Brasil acaba de ser relançada por Lula.
Há 44 anos a FAIRBRAS deu início a sua atuação como força de “paz” na República Dominicana entre 1965 e 1966 com 3 mil militares brasileiros em cooperação para a normalidade política-social do país.
O decreto 56.305 de maio de 1965 fez com que o Congresso autorizasse a criação da FAIRBRAS para integrar a FIP.

Uma semana depois embarcava para a República Dominicana, a FIP foi subdividida em duas: Forças dos EUA e Forças da América Latina com o Brasil na cabeça nas três designações: operação Palácio Nacional, isolamento de Ciudad Nueva e ocupação desse local.
A OEA fez firmar um pacto de desmilitarização do Palácio que ficou sob a custódia brasileira, configurando que a FAIRBRAS atuava como cedida à OEA nessa missão de “paz”. Dita intervenção afetou por décadas a imagem do Brasil no Caribe e América Central cunhando o Brasil de imperialista.
O caso de Honduras terá repercussão igual ou pior, não só na opinião pública dos quatro países da América Central, como todos os anti-chavistas ao redor do mundo. O Imperialismo que Chávez tanto repudia está agora representado por seu "companheiro" Lula.
Antes de abrigar Zelaya, o governo brasileiro cumpria como os demais função de mediador. Com o episódio da embaixada o Brasil se transformou num braço longo do chavismo.
Esta ingerência de Lula trará desdobramentos políticos junto à opinião pública de El Salvador, Guatemala, Panamá e da própria Honduras que serão desastrosos para nosso país. O custo dessa ação impensada será caro e deixará o Brasil em “papos de aranha”.
Lula insiste em dizer, (para variar), que não sabia dos planos de Zelaya. Chávez disse que sabia e orquestrou tudo, cedendo avião e aportando logística para que o presidente deposto retornasse sem ser visto. Depois de tanta verborragia voltou atrás dizendo que não sabia de nada.
Sem dúvida o Duo Não Sabia está bem afinado e aí reside o perigo.
Se Lula pela primeira vez estiver falando a verdade a situação é ainda pior, pois neste caso Zelaya e seus asseclas invadiram a embaixada e se é assim o governo interino tem todo o direito de invadir a embaixada para resguardar o território brasileiro ali representado pela missão diplomática brasileira, apesar de Lula ter dito a posteriori que o presidente deposto era seu hóspede e poderia ficar o tempo que desejasse.
Seja como for, com ou sem autorização prévia, sabendo ou não, o ato demonstra ingerência em outro país.
A opinião mundial terá que engolir tudo que está impondo a Honduras quando tomar conhecimento do que disse um alto funcionário do governo Obama, ao encontrar na Biblioteca da Casa Branca a Constituição hondurenha, onde afirma que Zelaya feriu a Carta Magna do país que ele governava ao tentar impor a reeleição por meio de um referendo, o que é proibido pela Constituição vigente.
Aí veremos se os governantes que hoje repudiam a tomada de poder e o governo interino, incluindo o “sábio” PresiMenTe PeTralhista, que chamou o presidente interino de usurpador de poder, terão a mesma veemência para se desculpar.
Nosso governo se tivesse um pouco de diplomacia poderia ter apoiado Zelaya sem interferir internamente.
Agora Chávez tira seu... braço da reta e Lula se enrola em sua sapiência.
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