Quer eternizar uma imagem? Faça uma tatuagem! Parte 2
Por Rose Parra
“Decidi fazer a tatuagem eu mesmo”
“Fiz à mão minha primeira tatuagem com agulhas amarradas com uma linha e com tinta. Era uma aranha. É um método primitivo e não é seguro. Claro que não ficou muito legal. Depois disso procurei um profissional e ele consertou a tatuagem. A partir daí comecei trabalhar com tatuagens. E descobri que eu tinha o dom porque eu sempre deixava o resultado muito mais bonito. Aprendi rápido e procuro trabalhar com a alma, projetar isso, canalizar bem”, conta André.
“É claro que a cada dia você cresce mais, aprende mais, vai se transformando, modifica a sua aplicação e a sua técnica, então os resultados vão crescendo”, garante.

“As pessoas têm que saber o que é essa arte, como é feita e, principalmente, quem a faz”
“Eu sempre me preocupei em querer mostrar para a sociedade essa expressão de arte porque é arte realmente, não é uma coisa de marinheiros e de bandidos como se falava antigamente. Tenho em casa uma pintura feita à mão em azulejo. É maravilhoso o ‘cara’ que faz isso é um artista”, ressalta André.
“As pessoas também têm que saber o que é essa arte, como é feita e que quem faz não é vagabundos! São pessoas que estudam, que se dedicam à arte, são pais de família, pessoas de boa índole, com um bom caráter. Tanto nessa profissão como em qualquer outra, existem os bons e os maus profissionais em tudo na vida”, explica André.

Unindo gerações
Durante a entrevista André tatuava o braço esquerdo de David Ramos, 45 anos, pai de três filhos: Kim, Yan e Winnie. Todos: pai e filhos têm tatuagens. E feitas, claro, por André!
David estava sendo tatuado com a imagem de uma super heroína: Psylocke. Ele mesmo levou o desenho que André acabou ‘gravando no braço esquerdo de David’. É a quarta tatuagem que David faz. A primeira foi uma Fênix, a segunda um número na virilha que ele se recusou a divulgar e a terceira uma Triquete – símbolo da magia.
“Desde os 15 anos sempre quis fazer uma tattoo, mas e o medo dos pais e da sociedade?”, confessa David. “Aí tomei coragem e aos 41 anos fiz a primeira e os meus filhos já fizeram as deles”.
|