Imigrantes indocumentados poderão ser abrigados em hotéis
Antigos hotéis, casas de repouso e outros locais seriam utilizados para reter imigrantes indocumentados que não sejam criminosos ou violentos, como parte de um plano mais amplo para reformar a detenção de indocumentados proposta pela secretária de Segurança Nacional (DHS), Janet Napolitano, segundo documentos obtidos pela agência de notícias AP.
Janet Napolitano está propondo que os imigrantes indocumentados à espera de deportação sejam confinados segundo o risco que podem representar. O objetivo das reformas será centralizar e melhorar a supervisão nas prisões e aperfeiçoar a segurança da população carcerária.
Atualmente, o DHS mantém pouco mais de 370 mil imigrantes detidos em prisões locais, estaduais e federais.
Os locais alternativos buscam reduzir os custos de manter presos os indocumentados, que alcançaram uma cifra de quase US$ 2 bilhões em 2008.
O plano é baseado em uma revisão do procedimento de detenção de imigração por parte de Dora Schriro, ex-assessora de Napolitano sobre a matéria, que renunciou no mês passado para se tornar comissionária das prisões da cidade de Nova York.
Entre as possíveis alternativas à detenção para os imigrantes que não representam perigo estão os hotéis "modificados", "instalações residenciais" e o uso de braceletes eletrônicos para seu rastreamento.
De acordo com o plano, a agência de Imigração e Aduanas (ICE, na sigla em inglês), parte do Departamento de Segurança Nacional, desenvolverá uma forma de classificar os imigrantes indocumentados detidos que determinará a instalação onde devem permanecer detidos.
John Morton, chefe da ICE, investigará os hotéis e outros locais onde poderia reter os indocumentados que não delinquentes. A agência espera economizar dinheiro ao não por todos os em prisões locais, estatais ou federais, como faz atualmente.
"Estamos tratando de trabalhar bem e não é fácil", reconheceu Morton, ao aludir às críticas sobre o Departamento de Segurança Nacional americano (DHS, na sigla em inglês).
Grupos cívicos e humanitários, como a Anistia Internacional, denunciaram recentemente abusos cometidos contra detidos sob custódia do Governo americano, alguns dos quais morreram devido à precariedade ou falta de atendimento médico.
A ICE também apresentará ao Congresso nas próximas semanas um plano para utilizar alternativas à detenção. A agência assinala que alternativas possíveis custariam somente cerca de US$ 14 por dia, comparado com aproximadamente US$ 100 diários por detenção.
Em agosto, o ICE anunciou o fechamento do centro de detenção T. Don Hutto, na região central do Texas, que abrigava famílias inteiras. |