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  Notícias . Estados Unidos

21.10.2009 imprimir Imprimir
 

Grupos pedem extensão de crédito fiscal nos EUA

Três grandes grupos comerciais dos Estados Unidos pediram ao governo do presidente Barack Obama que apoie uma prorrogação do crédito fiscal para quem compra imóvel pela primeira vez, que vence no dia 30 de novembro. "Nossa frágil economia está apenas começando a mostrar sinais de recuperação. Não devemos colocar em risco essa recuperação ao deixar que o crédito fiscal acabe", disseram a Associação dos Bancos Hipotecários, a Associação Nacional das Construtoras e a Associação Nacional dos Corretores em uma carta.

A carta foi enviada ao secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, ao assessor econômico da Casa Branca, Lawrence Summers, e ao secretário de Desenvolvimento Urbano e Imobiliário, Shaun Donovan. Legisladores dos dois partidos norte-americanos, incluindo o líder da maioria no Senado, Harry Reid, estão pressionando por uma extensão do crédito fiscal. Painéis da Câmara e do Senado realizarão audiências sobre o caso nesta semana. A Casa Branca, no entanto, manteve silêncio até agora sobre se apoia ou não a extensão do crédito.

O gasto com um prolongamento do crédito fiscal provavelmente vai desanimar alguns possíveis apoiadores, incluindo aqueles que se preocupam com um aumento do déficit orçamentário. O custo de uma medida do Senado para estender o crédito fiscal até 30 de junho de 2010 e ampliá-lo de modo a cobrir todos os compradores de uma residência principal, e não apenas aqueles que compram uma casa pela primeira vez chegaria a US$ 16,7 bilhões, segundo analistas do Congresso.

Os críticos à extensão do crédito fiscal dizem que esse é um meio ineficiente de estimular a economia porque ajuda muitas pessoas que comprariam uma casa de qualquer forma. Também há preocupações de que a extensão do crédito fiscal possa exacerbar o aumento das taxas de ociosidade das casas de aluguel. Mas o grupo imobiliário estima que o crédito fiscal - aprovado no ano passado e reformulado no início deste ano como parte do pacote de estímulo econômico - gerou cerca de 355 mil vendas de imóveis que não teriam acontecido de outro modo.

 
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