Jean Todt é eleito presidente da FIA
O francês Jean Todt, que já foi diretor da Peugeot e da escuderia da Fórmula-1 Ferrari, foi eleito nesta sexta-feira presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), assumindo o posto ocupado pelo britânico Max Mosley. Todt, 63 anos, superou na votação o finlandês Ari Vatanen, um ex-piloto de rali de 57 anos.
O francês recebeu 135 votos, contra apenas 29 para o nórdico, além de 12 abstenções. A FIA destacou que a votação foi controlada por um representante judicial. O candidato finlandês havia apresentado um recurso contra a FIA no dia 16 de outubro por considerar que o processo eleitoral não era transparente, mas abriu mão do mesmo quatro dias depois.
"Estou aliviado, a campanha eleitoral foi uma experiência intensa", disse Todt em uma entrevista coletiva depois da vitória. "Gosto da ação, fazer com que as coisas avancem, chegar a esta posição de presidente da FIA, passar por um processo democrático. Estou feliz de que tantos países tenham apoiado minha candidatura", completou. Mosley, presidente da FIA desde 1993, contribuiu durante quatros mandatos para melhorar a segurança do esporte automobilístico, mas desde 2008 estava em posição frágil por um escândalo relacionado a sua vida privada.
Em seu programa, Jean Todt destaca que deseja dar prosseguimento às ações iniciadas por Mosley, mas ressalta que o sistema de governo da FIA precisa de uma renovação. "Sou contra a ideia de mudar tudo. Eu prefiro falar de mudança construtiva. O que funcionava há 10 anos, hoje não funciona mais", declarou. Nascido em 25 de fevereiro de 1946 em Pierrefort, sul da França, Jean Todt iniciou a carreira como piloto de ralis e foi vice-campeão do mundo em 1981 como co-piloto de Guy Fréquelin.
Diretor da Peugeot Sport entre 1982 e 1993, Todt foi um dos responsáveis pelos quatro títulos mundiais (dois de pilotos e dois de construtores) conquistados pela montadora antes de ser contratado pela Ferrari. Sob seu comando, a 'Scuderia' conseguiu 98 vitórias em Grandes Prêmios e 13 títulos mundiais da F1 (seis de pilotos e sete de construtores), graças, entre outros motivos, à hegemonia do piloto alemão Michael Schumacher.
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