E AGORA JOSÉ?
Como nunca antes este país teve um presidente tão bonzinho e condescendeste presidindo o país mais rico do mundo, corrompendo a tudo a todos para impor sua vontade. Agora é a vez da FIFA impor suas regras para levar a sua parte.
Se o FMI levou uma “grana preta”sem dar nada de volta, a entidade mãe do futebol se vê no direito de levar vantagem no país do Gerson em cima da concessão da realização da Copa em 2014.
É público todas as exigências feitas pela FIFA, o que muitos desconhecem é que a entidade exige mais do que oferece.
Além do que já é conhecido, reformas nos estádios, adequação na rede hoteleira e nos meios de condução, a FIFA estabelece como condição primordial o seguinte:
isenção tributária para mercadorias, serviços, renda das bilheterias nos estádios e que tais benefícios sejam extensivos aos patrocinadores e parceiros estrangeiros.
A Fazenda, que já calculava os lucros, se assustou e resolveu enviar uma comitiva à Alemanha para investigar como foi feito naquele país em 2006. Apesar de conflitantes, as informações recebidas determinam que os alemães não cederam em tudo e não abriram mão de cobrar o imposto de renda na fonte sobre o consumo, o que seria difícil de ser praticado no Brasil já que não é usual taxar consumo.
A FIFA determina ainda que os patrocinadores Adidas, Coca-Cola,Visa e Sony fiquem isentas dos impostos sob o argumento de que nada será produzido no Brasil, também os tênis Adidas usados pelos voluntários são produzidos no exterior, bem como os carros da coreana KIA que virão de fora, logo não podem ser taxados.
O Deputado Silvio Torres (PSDB) que fez parte da comitiva ficou apreensivo ao saber que o governo dará isenção total a entidade máxima do futebol: “Não há segurança por parte da Receita e da Fazenda em relação a ditos compromissos”.
A ordem do governo é conceder tudo o que for pedido para não obstruir a realização da Copa no país.
A FIFA exige ainda a isenção de impostos como: PIS e COFINS que incidem sobre faturamento, imposto de renda, contribuição previdenciária dos empregados, IOF e imposto de importação, entre outros.
A Fazenda estuda a possibilidade de taxar em 10% os serviços de hospedagem e as vendas de ingressos.
As garantias pedidas pela FIFA são relativas à permissão de entrada e saída de trabalhos estrangeiros, isenção de impostos alfandegários, isenção tributária, medidas de segurança em operações cambiais e bancárias, conversão de moedas estrangeiras efetuadas pelos participantes do evento, bem como facilidades em procedimentos alfandegários e imigração e exige direitos comerciais de exploração e proteção aos produtos da entidade e a execução dos hinos nacionais e o hasteamento das respectivas bandeiras.
O chefe da Divisão de Estudos Tributários da Receita, Augusto da Cunha, comentou que tudo foi feito às pressas quando da visita da comitiva oficial da FIFA sem ler minuciosamente o que assinavam.
Quando assinamos um acordo que é imposto por uma entidade qualquer, devemos ler com atenção, principalmente as letras pequenas, mas isso só é possível para os que sabem ler e não sofrem de azia ao fazê-lo.
Trocando em miúdos, o Brasil faz todos os investimentos enquanto a FIFA fica com o lucro, o que aliás não é nada para um país tão rico como o Brasil e governado por pessoas que não estão preocupadas com nosso patrimônio e sim com o deles.
A entidade máxima do futebol, não joga para perder e se quiser ter uma Copa do Mundo tem que concordar com tudo ou simplesmente não há Copa.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação. |