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  Notícias . Estados Unidos

31.10.2009 imprimir Imprimir
 

Plano de estímulo criou ou salvou mais de um milhão de empregos nos EUA

O plano de estímulo econômico do presidente Barack Obama criou ou salvou até o momento mais de um milhão de postos de trabalho nos Estados Unidos, anunciaram na sexta-feira altos funcionários do governo.

Estatísticas proporcionadas por milhares de administrações locais e estatais, assim como por firmas privadas e universidade, detalham como foi gasto uma parte do pacote de resgate de 787 bilhões de dólares até 30 de setembro.

Essa contagem parcial - sobre a metade do dinheiro de estímulo utilizado desde fevereiro - confirmou que foram criados ou salvos 650.000 empregos até a data de 30 de setembro de 2009.



Os funcionários acreditam que a cifra real de empregos criados ou salvos supera o milhão se for feita uma estimativa sobre o total do pacote de ajuda e não apenas a metade.

Mas os republicanos acusaram a equipe econômica de Obama de distorcer os fatos e construir "um mundo de fantasia" para disfarçar o fracasso do plano de estímulo, aprovado nos primeiros meses do novo governo.

Obama prometeu que esse plano criaria ou salvaria 3,5 milhões de empregos nos próximos dois anos.

Mas o desemprego continua sendo um grande obstáculo para conseguir uma recuperação sustentável, com as últimas estatísticas mensais de setembro impulsionando a taxa a uma nova marca em 26 anos, 9,8%, com a perda de emprego mensal acelerando-se a 263.000.

O informe desta sexta foi divulgado 24 horas depois que as cifras do governo revelaram que a economia dos Estados Unidos saiu tecnicamente de sua recessão mais profunda em década durante o terceiro trimestre, com um crescimento de 3,5%.

Obama saudou o resultado do PIB, afirmando que é um sinal de que a recessão está se dissipando, mas o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, advertiu que a recessão continua viva e é grave, apesar dessa boa notícia após um ano de contração.

As cifras estão, no entanto, sujeitas a uma forte modificação no final de novembro, quando for publicada a segunda estimativa de crescimento, com base em dados econômicos mais completos.

"Depois de quatro trimestres consecutivos de baixa, um crescimento positivo do PIB é um sinal animador de que a economia americana marcha na direção certa", declarou Christina Romer, presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca.

Nesta sexta, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, também destacou a volta ao crescimento dos Estados Unidos, mas advertiu que não se pode "cantar vitória", já que a crise só terminará quando o desemprego diminuir.

"É uma boa notícia, mas acho que não podemos cantar vitória antes que o desemprego diminua. Evidentemente, devemos nos alegrar com estas boas notícias, mas não se pode tirar a conclusão de que devemos voltar ao 'business as usual'", afirmou em coletiva de imprensa em Roma.

 
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