20 tendências que não vão acontecer em 2010
A consultoria ABI Research divulgou nesta sexta-feira (18/12) seu relatório anual sobre o que não vai acontecer no mercado de tecnologia em 2010. Sim, isso mesmo. Ao contrário das tradicionais listas que apontam o que é mais provável, a consultoria norte-americana decidiu preparar um documento sobre o que não vai acontecer em 2010. Veja a seguir a avaliação dos especialistas.
1- Leitores eletrônicos não terão apelo de massa
Apesar dos fornecedores dizerem que livros eletrônicos seriam o maior hit tecnológico do fim de 2009, esses equipamentos ainda não têm valor para o mecado de massa. Os "early adopters" desses aparelhos são, comumente, pessoas que viajam a trabalho e leitores vorazes que encontram conveniência em carregar apenas um aparelho, no lugar de diversos livros. Mas qual é o mercado total de pessoas que leem com frequência? Os livros eletrônicos não devem ganhar apelo de massa em 2010 até que ganhem novos modelos de negócios e categorias.
2- Não haverá um “iPhone Killer”, mas vários aparehos que “querem ser um iPhone”
A corrida para copiar o conceito do celular da Apple continua, com praticamente todo o mercado de smartphones lançando aparelhos com tela sensível ao toque e cantos arrendodados. Mas quase nenhum dos atuais modelos tem o apelo que o celular da Apple trouxe para o mercado. Mais: eles terão um trabalho duro para provar que são mais que uma cópia e realmente são bons produtos.
3- Telefones chineses não vão destruir o mercado de aparelhos
Reportagens recentes alertam para o fato de que os celulares produzidos na China vão destruir mercados em desenvolvimento e as vendas de fornecedores como Nokia e Samsung. Embora seja importante ter conhecimento da existência e do avanço desses aparelhos, eles dificilmente vão causar danos à já estabelecida indústria de celulares.
Primeiro porque marca é importante. Muita gente não entende muito como consumidores valorizam e confiam em uma marca. Mas é esssa é a razão da popularidade de Nokia e Samsung em regiões em desenvolvimento, bem como de suas participações de mercado
Em segundo lugar, celulares não são descartáveis. Modelos chineses de baixíssimo custo e falsificações destruíram mercados emergentes no passado no que tange a mercadorias cujo uso era absolutamente descatável, porque a qualidade não importava. No entanto, nesses mesmos mercados, a troca de aparelhos leva anos, o que significa que um produto durável e de qualidade faz a diferença.
4- Pagamentos entre pessoas por meio de dispositivos móveis não serão aplicações de massa
Durante o mês de novembro, alguns anúncios a respeito de soluções de pagamento entre pessoas (P2P) foram feitos nos Estados Unidos. Mas este tipo de solução não será uma realidade, porque é um mercado de nicho. A ABI Research sempre foi cética em relação a P2P em países desenvolvidos, onde a possibilidade de pagar pessoas com dinheiro ou cheque é relativamente conveniente.
Além disso, basta analisar o histórico de pagamentos P2P. A PayPal oferece pagamentos P2P desde 1999 e cresceu para mais de 160 milhões de usuários em todo o mundo - embora a companhia admita que a vasta maioria deles está amarrada ao eBay.
O P2P é uma forma potencial dos bancos atingirem pessoas que ainda não são clientes bancários, mas têm telefones celulares.
5 - Vídeo na internet não vai provocar um êxodo de assinantes de TV paga
Nos últimos anos, analistas, marketeiros e outros especialistas da indústria vêm falando sobre o fim da TV paga como ela é conhecida. A expectativa era de que o vídeo na internet se tornasse tão popular e difundido que os consumidores abandonassem a televisão por assinatura via cabo, satélite e IPTV para assistir a seus programas favoritos na internet. Apesar de ser atraente, muitos fatores fazem com que essa possibilidade seja improvável, pelo menos no curto prazo.
6 - Por outro lado, a maioria dos vídeos online não será oferecida no modelo "pay-per-play"
Mais do que forçar modelos "pay-per-play", serviços e provedores de conteúdo para vídeo na internet devem encontrar formas criativas para gerar receita por meio de publicidade interativa e focada.
7 - Redes sociais não vão escapar ilesas a brechas de segurança
Os gerentes de TI vão encarar um crescente número de ataques associados a ferramentas e sites de redes sociais. E telefones celulares não vão escapar desses ataques.
8 - Telepresença não será uma grande tendência
O anúncio da Cisco há alguns meses sobre a aquisição da Tandberg foi suprimido pelas dúvidas que cercam a aquisição. O mercado de telepresença foi impulsionado pelos altos preços de viagens, mas existem lacunas sérias de interoperabilidade de hardware e software de fornecedores, bem como custo de equipamento, que continuam a impedir o avanço desse crescimento.
9 - Softwares de navegação rua-a-rua não serão gratuitos
A comoção causada pelo anúncio do Google de navegação rua-a-rua gratuita em celulares com o Android nos Estados Unidos, ainda existe um mercado que valoriza alta qualidade e serviços premium em celulares. De forma semelhante, ainda haverá mercado para os tradicionais GPS. Além disso, a existência de alternativas gratuitas continuará a pressionar preços e aumentar as expectativas dos usuários em relação à qualidade da rota, dos mapas e da usabilidade da interface de serviços pagos.
10 - HP não engolirá a 3Com tão suavemente
A aquisição da 3Com pela HP não ocorrerá de forma tão suave quanto algumas pessoas pensam. As culturas das duas empresas não são sequer parecidas - pense no Vale do Silício encontrando Pequim. Igualmente problemática é a duplicação de equipamentos de comutação para pequenas e médias empresas. |