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09.01.2010 imprimir Imprimir
 

Mosaico lembra morte de Jean Charles no metrô de Londres

Um colorido mosaico ao redor do rosto de Jean Charles de Menezes foi inaugurado ontem na estação do metrô de Londres onde o brasileiro foi baleado em 22 de julho de 2005 por policiais que o confundiram com um terrorista.

O monumento, que substitui uma montagem de flores e fotografias colocadas por familiares e amigos, homenageará o eletricista morto por engano um dia depois dos frustrados atentados terroristas contra o transporte público da capital britânica.

O mosaico, feito pela artista Mary Edwards, está junto à estação de Stockwell (sul de Londres), onde ocorreu o incidente que motivou vários processos contra membros da Polícia de Londres, os quais acabaram livres de acusações criminais.

Após anos de negociações, a família de Jean Charles e a Transport for London - empresa responsável pelo transporte público da capital britânica - chegaram a um acordo sobre a melhor maneira de homenageá-lo.

Vivian Figueiredo, prima de Jean Charles, que dividia um apartamento com ele, disse ontem que o monumento também servirá para lembrar que a Polícia não está acima da lei.

"Jean Charles não foi a primeira pessoa morta injustamente pela Polícia nem será a última", afirmou a jovem, que, junto com outros familiares, organizou uma campanha para que os culpados da tragédia fossem castigados.

Em dezembro de 2008, o júri da investigação pública sobre a morte do brasileiro declarou "veredicto aberto", no qual não se pronuncia sobre a responsabilidade da Polícia no incidente, depois de o juiz, Michael Wright, negar a possibilidade de opinar sobre um homicídio injustificado.

Com essa decisão, o magistrado fechou a porta à possível acusação contra os responsáveis do fatídico erro.

Em 2007, a Polícia Metropolitana de Londres já foi declarada culpada de violar a lei britânica de Saúde e Segurança no Trabalho, que obriga as forças da ordem a zelar pela segurança tanto dos agentes como de outras pessoas. No ano passado, a família de Jean Charles aceitou uma indenização financeira da Polícia Metropolitana de valor não divulgado.

 
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