Haiti, uma viagem sem volta
Nossas preces e nossas orações à todos aqueles que sofrem no Haiti: as crianças, as mães e as vítimas da fúria da grande mãe natureza. Há uma semana o mundo vê estarrecido imagens do caos de uma das maiores catástrofes da humanidade. Um povo pobre e sofredor punido pela mão do homem, de políticos gananciosos e corruptos de um país onde de 20 presidentes eleitos, 16 foram afastados ou assassinados, sempre por culpa da ganância, da valorização do ter em detrimento do ser.
Sete dias já se passaram e o planeta se mobiliza para ajudar aos carentes, doentes e necessitados que clamam ao léu por um prato de comida e um gole d’água. As cenas as quais assistimos nos noticíarios nos deixam tristes e pensativos. Afinal quanto vale uma vida? Por que somos assim? Tão egoistas. Tão mesquinhos. Aonde nos levará esta sêde de ter e ser poderoso, se num triz é o fim e a catástrofe?
Senhores da terra! Homens do poder! Olhem ao vosso redor! Indaguem aos céus se vale à pena se corromper, humilhar, pisotear os carentes e humildes, os que clamam em busca de pão, um teto para fugir das intempéries do tempo. Além da tristeza deste episódio nos causar dor e revolta, vemos chefes de nações e ministros se degladiarem em frente às cameras pelo poder de quem vai fazer o quê. Qual a força armada cuidará do quê? Qual país será o líder da reconstrução?
“Meus estúpidos e idiotas presidentes, ministros, reis, rainhas e bobos da corte”, aquelas crianças sedentas, doentes e com fome querem comida. Para elas não importa a cor da bandeira ou do uniforme de onde vem a água, o remédio ou a comida. O importante, senhores idiotas de plantão é que chegue o socorro, a mão amiga, a comida não farta, mas suficiente para a sobrevivência, a água para saciar a sêde de seres que vivem na pobreza e estão na miséria e clamam por suas vidas, pois eles são filhos de Deus. São cristãos e segundo a bíblia, são fruto e semelhança do criador.
Observem em cada olhar. Em cada mãe. Em cada criança nua, descalça a essência daquele que nos fez. Que criou e deixou este mundo para nosso uso. Meus senhores, vamos arregaçar as mangas, abrir nossos corações, pois é chegada a hora de doar um pouco de cada um de nós em prol do povo do Haiti.
Sabemos que no Brasil existem vários Haitis, mas este do Caribe merece toda a nossa atenção, todo o amor que alegamos ter pelo próximo. Ao soldados das Forças Armadas do Brasil servindo na Força de Paz o nosso muito obrigado. Vocês representam a garra do nosso povo. A solidariedade da gente brasileira. Um povo guerreiro. Um dos mais hospitaleiros do planeta.
À nossa médica sanitarista, Zilda Arns, nossas preces aos céus: “Senhor, cuidai desta tua serva que tanto honrou e dignificou teu nome no meio de nós”. À todos os brasileiros que foram nessa viagem sem volta para o Haiti, vocês não voltaram para a terra que os viu nascer, vocês seguiram ao encontro do Nosso Pai Criador do céu e da terra. Que a terra seja leve à todos vocês brasileiros que perderam a vida no Haiti: diplomatas, religiosos e militares. Nosso muito obrigado. Vocês deram a vida para que outros pudessem sobreviver... Até um dia compatriotas! |