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30.01.2010 imprimir Imprimir
 

O iPad foi lançado

Quase uma década de espera por parte do trade tecnológico se encerrou ontem com o lançamento do iPad, nova traquitana da Apple que pretende, nas palavras do próprio guru e presidente Steve Jobs “ser um aparelho que preenche uma lacuna entre os telefones celulares e os notebooks”.

Na apresentação de pouco mais de uma hora que aconteceu no Yerba Buena Center em San Francisco, Califórnia, jornalistas e fieis seguidores da Apple viram, além do aparelho em si, um desfile de desenvolvedores da própria empresa e parceiros que exibiram seus softwares exclusivamente pensados para o iPad.

O aparelhinho tem pouco mais de 9 polegadas e à primeira vista - e à segunda, e à terceira - não é mais do que um Iphone crescido. Suas dimensões e sua capacidade de processamento é que podem (podem!) ser o grande diferencial. Entra em cena um teclado maior – o grande calcanhar de Aquiles de boa parte dos gadgets que abrem mão de teclados em favor de uma grande tela touchscreen.  No quesito hardware, o aparelho ganhou um processador sob medida e uma bateria que promete durar 10 horas em uso constante.

Se em termos de navegação e interface o aparelho avançou pouco em relação ao seu irmão maior, é nas possibilidades de uso que o iPad chamou um pouco de atenção.

O NY Times apresentou uma ferramenta de leitura de jornal. Foi demonstrada uma edição que é exatamente igual à edição das bancas. É possível ler o jornal como se estivesse com papel impresso nas mãos, virando as páginas com gestos. Além disso, as notícias foram vitaminadas com vídeos. A pessoa que demonstrou a ferramenta encerrou a apresentação rapidamente com um enigmático “isso é só o começo”.

Um desenvolvedor mostrou uma ferramenta de leitura de livros. Jobs iniciou a apresentação elogiando o Kindle (leitor de livros da Amazon que vem causando estardalhaço no mercado editorial) e disse que espera ir além.

Finalmente foram mostrados alguns vídeos no iPad.

Nada que impressionasse, é verdade. Muitos se questionam por que nenhuma parceria com algum gigante do entretenimento no sentido de vender conteúdo específico ou algo que valha. Mesmo assim, nesse momento, no Twitter e no Facebook, pessoas ligadas ao ramo do entretenimento começaram a ressoar conversas de pé de ouvido entre empresários da TV e do cinema: as possibilidades são muitas.

E é essa a grande impressão que se lê por aí: ok, e agora? O que vem depois? Quem vai oferecer algo que só pode ser visto ou usado no iPad e que vai fazer as pessoas finalmente verem necessidade de desembolsar US$ 500 – na sua versão básica – para ter mais um, e grande, gizmo na sua coleção?

Porque um aparelho que se propõe revolucionário não pode deixar de lado algumas coisas consideradas básicas pela maioria dos nerds lá fora. Exemplos? Falta uma câmera, ou seja, nada de videoconferência. Falta o multitask - ferramenta multitarefas - ou seja, só se pode usar um software por vez. Não foi confirmado nem suporte ao Flash, o que simplesmente impede você de ver vídeos no YouTube.

 
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