.
    Dólar
Compra: $1,78
Venda: $1,78
.
    Classificados
 
  CLIQUE AQUI
  1 (973) 344-4555
 
    Versões Impressas
 
  CLIQUE AQUI
 
    Notícias
 
Home Page
Ed. Sábado
E V E N T O S
M U S A   BP
Brasileirão
Cartas do Leitor
Ed. Anteriores
Fotos
Orkut
Twitter

Vídeos

 
    Social Press
 
Connecticut
New York
Social Press
 
    Ed. Sábado (acesse)
clique para acessar
 
    Colunas
 
Léa Campos
Opinião
Celina
TV News
 
    Serviços
 
Consulados
Cotação
Tradução
 
    Interação
 
Anuncie
Assine
Expediente
Fale Conosco
 
leitores online
 

03.03.2010 imprimir Imprimir
 

Brasileiro, profissão imigrante

Já se foi o tempo em  que nós, brasileiros, víamos chegar ou ouvíamos as histórias  das  hordas de emigrantes de várias  partes do mundo,  que desde  os tempos de Cabral, aportaram em nossos portos vindos de todas as partes do planeta em busca da liberdade e terras. Cada qual com sua razão. Cada um com seus motivos. Os portugueses  em busca  de  riquezas, especiarias e otras cositas mas.

Nos primórdios do Século Vinte,   italianos chegaram aos cafezais de São Paulo para substituir  a mão de  obra negra e grátis dos escravos alforriados. O tempo passou.  Chegaram os alemães, os poloneses e  outros mais. E assim eles foram chegando. Os libaneses  que  insistimos em chamar de turcos, mas  isso já e outra parte da  história, tem a ver  com o  Império Turco Otomano.

Em 1908 os japoneses  chegaram à bordo  do  Kasato Maru, um ex-navio  hospital de guerra   japonesa-russa, que após a transformação  foi usado  para transportar  as primeiras levas  de  japoneses, que  chegaram a o Porto de Santos, no litoral paulista logo no início do século. Assim eles foram chegando dos mais variados  quadrantes  da terra. O Brasil era  o Eldorado Tropical, a terra  do “em se plantando tudo dá”,  segundo  o Pero, aquele que  Vaz e Caminha da frota de Cabral da carta pro rei, ora pois.

Anos se passaram. Veio o pós guerra e mais gente foi se achegando à terra  do samba, do carnaval e das mulatas  de requebros febris. Muitos de nós que  hoje andamos mundo afora,  nem sequer éramos nascidos. Depois dos anos dourados, vieram os de chumbo, do iê-iê-iê, da jovem guarda  e do ame ou deixe-o e muitos de nós o deixamos. Uns no rabo de um foguete, cutucado por baionetas insanas, de soldados armados ou não, seguimos   cantando e até  hoje   não sabemos  boa parte da lição, de   morrer  pela pátria ou viver sem razão.

Chegou a abertura e com ela a anistia, a inflação e a carestia, República Nova, armações mil e na década  perdida debandamos do Brasil, como uma legião urbana, barões vermelhos, cheios de ira e com muito ultraje  sem rigor nos autoexilamos, pegamos nas malas e pernas  pra que te quero. Hoje  vagamos como judeus,  num deserto  globalizado em busca de  um canto onde possamos viver, crescer e morrer  sossegados. Somos filhos das Gerais, do Planalto Central, dos Pampas  gauchescos, das palafitas e praias, da terra de Piratininga, do Rio do Redentor, do frevo, do boi e do maracatu. Somos um  povo guerreiro e trabalhador. Sonhadores, alegres e  solidários. Somos filhos de serras, montes  e vales.

Pois é amigos, estamos  nos quatro cantos do planeta, realizando e sonhando à espera de dias melhores. Vagando  no imenso planeta  azul, atrás dos verdes, dos dólares, dos euros, ienes, por terras distantes. Uns jogando  bola,  outros limpando, cantando, construindo com um olhar no horizonte e uma certeza  constante:  quero voltar pra terra  que me viu nascer. Quero ver de novo o nascer do sol por trás daquelas serras. Quero ser menino novamente. Quero viver contente. Deixar de ser sobrevivente, num quadrante qualquer do planeta.
 
Comente sobre esta matéria:
 
nome:  
e-mail:  
assunto:  
Mensagem:  
   
 
 
.
  Publicidade
.
 
 
 
 
 
 
WebtivaHOSTING | webtiva.com . Webdesign da Bahia!
| ANUNCIE | ASSINE | EXPEDIENTE | CLASSIFICADOS | FALE CONOSCO |
| Copyright © 2006-2010 . Brazilian Press . Todos os direitos reservados.
BPMagazine.com Forum BP Assine Como Anunciar Fale Conosco Cadastro Eventos Famosos Aniversários Shows