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06.03.2010 imprimir Imprimir
 

Bachelet e Piñera se reúnem para definir ações de reconstrução do Chile

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o seu sucessor, Sebastián Piñera, estão reunidos, acompanhados por assessores, para definir o programa de reconstrução nacional depois dos terremotos e tsunamis que atingem o país há quase uma semana. A reunião foi convocada por Bachelet e aceita de imediato por Piñera, segundo interlocutores. Ambos querem evitar que a transição de poder prejudique a população.

Nas últimas entrevistas, Piñera avisou que a palavra de ordem de seu governo será “reconstrução”. Logo depois do terremoto mais forte que atingiu o país, no sábado (27), de 8,8 graus na escala Richter, o presidente eleito criticou o governo Bachelet, afirmando que as ações foram lentas e demoradas. Depois, evitou novas críticas.

Segundo a presidente, serão necessários quatro anos para a reconstrução das áreas abaladas. De acordo com declarações de parlamentares dos dois principais partidos governistas, que são a base da frente de centro-esquerda Concertación e, portanto, futuramente serão oposição, informaram que apoiarão o próximo governo.

Os sobreviventes reclamam das dificuldades causadas pela demora na ajuda do governo. Pelo menos 1,5 milhão de casas foram destruídas. Estradas e pontes também foram destroçadas. Há cerca de 1,5 mil pessoas sem energia e 800 sem água.

Na quinta-feira Bachelet decretou três dias de luto – a partir da zero hora de domingo (7) até o dia 10 – pelas mortes registradas no país. Até na quinta-feira o número oficial era de 802 mortos. Mas a presidente recuou e agora afirma que são 279 mortos. Segundo ela, houve erros na contabilização em decorrência da inclusão de desaparecidos.

Independentemente da polêmica, Bachelet pediu aos chilenos que coloquem a bandeira nacional na porta das casas em solidariedade às vítimas do desastre que abalou o Chile. As áreas mais atingidas no país são nas regiões do Centro e Sul do Chile.

 
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