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  Notícias . Brasil

03.04.2010 imprimir Imprimir
 

Países de língua portuguesa apóiam Brasil no Conselho de Segurança da ONU

Os membros da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP), reunidos em Brasília, fecharam acordo para apoiar a candidatura do Brasil ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O ministro interino das Relações Exteriores, Antônio Patriota, disse na quarta-feira (31) que o objetivo é que todos os “países de língua portuguesa se apóiem mutuamente”, em pleitos em organismos internacionais.

“A ideia é que apoiemos mutuamente nossas candidaturas. À medida que um país da nossa família se candidate a uma vaga em organismo internacional vai ter nosso apoio”, disse Patriota, no encerramento do ciclo de encontros realizado durante a Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que reuniu os oito países que integram a CPLP – incluindo o Brasil.

O Brasil ocupa um dos dez assentos rotativos do Conselho de Segurança, mas o objetivo do governo é conquistar um lugar permanente. Para isso será necessário promover a reforma na ONU. As discussões sobre a reformulação do conselho ocorrem desde a década de 1960. Para vários países, há um desequilíbrio na composição do conselho. Uma das críticas é a ausência de países ricos, como Japão e Alemanha, outra é a ausência de países populosos como Índia e Brasil.

Pelo formato atual, são integrantes permanentes a Rússia, China, França, o Reino Unido e os Estados Unidos. O Brasil e mais nove países ocupam os assentos rotativos cujo mandato é de dois anos.

O Conselho de Segurança tem o poder de autorizar a intervenção militar em qualquer país que integre as Nações Unidas. Os conflitos e crises políticas são analisados pelo conselho que examina a necessidade de intervenções militares ou missões de paz da ONU. O conselho foi criado em 1945, junto com a ONU, depois do fim da Segunda Guerra Mundial. O Brasil e outros países que defendem a reforma afirmam que o formato atual do órgão não corresponde ao mundo do século 21. Pelas negociações em curso, o conselho reformado teria entre os seus integrantes permanentes dois países da Ásia, um da América Latina, outro do Leste Europeu e um da África.
 
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