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  Colunas . Léa Campos

07.04.2010 imprimir Imprimir
 

RELEMBRANDO A REVOLUÇÃO (final)

A mentira era perfeita.

Em 1961, em pleno governo de Jânio Quadros, Jover Telles, Francisco Julião e Clodomir Morais estavam em Cuba acertando cursos de guerrilha e envio de armas para o Brasil, além de indicar jovens para estudar (?) na China e Cuba.

Bem antes de ocorrer a revolução, a área do Araguaia fora escolhida pelo PC do B para implantar ali a guerrilha rural.

Julião chefiava e treinava as Ligas Camponesas, semelhantes ao MST, (Movimento dos Sem Terra), que hoje invade propriedades de norte a sul do país sem receber nenhum tipo de punição como se as invasões fossem algo normal.

A diferença entre os dois grupos reside em que a Liga dos Campesinos não possuíam a organização, o preparo, os recursos, a formação  de grupos, a violência e a doutrinação marxista dos integrantes do MST.

Com o aprendizado em Cuba e China voltaram e começaram os assaltos a bancos, a carros – fortes, estabelecimentos comerciais, chegando a arrombar cofres em residências de políticos influentes e os sequestros.

Para conter a violência o governo criou o AI 5, (Ato Institucional 5), que entre outras coisas suspendia algumas liberdades individuais. Foi uma tomada de posição arbitrária, mas foi necessária.

A democracia em que vivíamos, embora fragmentada,  tinha que sobreviver. Era a ordem.

Para combater o terrorismo o governo uniu as três forças armadas: CENIMAR  (Centro Informativo da Marinha), CIE ( Centro Informativo do Exército) e CISA  (Centro Informativo da Aeronáutica).

A ordem era atuar em conjunto, tanto na guerrilha rural como na urbana.

Para os que gostam de estatística foram 404 os que perderam suas vidas durante os quase 10 anos de luta armada. Luta que muitos nem tomaram conhecimento.

Se compararmos com outros países que se encontravam em situação semelhantes encontramos: Argentina que contabilizou mais de 30 mil perdas. Chile perdeu 4 mil, enquanto o Uruguai perdeu 3 mil nacionais.

Colômbia resolveu não endurecer seu regime democrático, luta até hoje contra o terrorismo, com perdas de mais de 50 mil pessoas, além de ter mais de 1/3 de seu território dominado pela FARC treinada por Cuba.

Se a armada brasileira não houvesse vencido a luta, hoje certamente estaríamos vivendo sob o jugo de um ditador vitalício como acontece em Cuba.

Hoje estão no poder muitos que foram combatidos e que chegaram ao poder pelo voto popular,  o que exigimos desses ex-guerrilheiros é que esqueçam os propósitos que tinham há 46 anos passados e manter a democracia que conquistamos com sangue e lágrimas.

Parabéns às Forças Armadas Brasileiras por não permitirem que o comunismo se instalasse em nossa Pátria.

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.

 
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