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10.04.2010 imprimir Imprimir
 

Pesquisa do Dieese mostra queda do ritmo de alta dos preços em São Paulo

São Paulo – O Índice de Preços ao Consumidor (ICV), medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi de 0,47% em março –  0,12 ponto percentual abaixo do apurado em fevereiro (0,59%). A redução está associada à queda das despesas no grupo transportes (-1,65%). Nesse período, abastecer o veículo com álcool ficou 0,14% mais barato e com gasolina, 1,62%.

Os grupo alimentação registrou os aumentos mais expressivos (1,54%), principalmente, entre os produtos in natura e semielaborados (2,41%).Os legumes aumentaram em média 31%. O tomate ficou 71,48% mais caro, o quiabo, 15,29%, e o pimentão, 13,68%. No subgrupo raízes e tubérculos, a alta foi de 7,41%, com a batata 11,66% mais cara do que no mês anterior; a cebola, 6,35%, o alho, 5,66%, e a mandioquinha, 8,89%.

As frutas também ficaram mais caras, com média de 3,24%. O pêssego foi o que mais encareceu: 29,14%. A manga subiu 9,35%, o melão, 9,12%, o mamão, 4,14%, e a laranja, 3,69%. As hortaliças, porém, ficaram mais baratas, com média de 7,97%. Quanto aos cereais, o feijão foi corrigido em 13,29% e o arroz teve queda de 2,06%. Outros itens em alta foram o açúcar (9,5%) e o leite longa vida (8,45%). O preço dos óleos caiu 2,94%.

Em saúde foi verificada a segunda maior elevação (1,25%), puxada pelas consultas médicas (1,54%). O item habitação registrou alta de 0,46%, influenciado principalmente pelas despesas com aluguel, condomínios e impostos. No último caso, a pressão foi provocada pelo aumento de 25% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que, se for pago em dez parcelas, implica variação de 2,22% ao mês.

Pelos cálculos do Dieese, para as famílias mais pobres, com renda média de R$ 377,49, a inflação foi maior (0,89%). Para a classe média (renda de 934,17), a alta foi de 0,62% e para os mais ricos (R$ 2.792,90), de 0,32%.

De acordo com o Dieese, essas diferenças estão relacionadas às formas distintas de gastos. O consumidor mais carente compromete 61,9% do orçamento com a compra de alimentos e gastos com a habitação, enquanto no segmento dos mais ricos o percentual é de 45,8%.

 
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