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14.04.2010 imprimir Imprimir
 

China reprova proposta de sanções ao Irã, dizem diplomatas

A China deixou claro aos Estados Unidos e a outras quatro potências que discorda da proposta de proibir novos investimentos no setor energético iraniano, como parte de uma eventual nova rodada de sanções da ONU contra o país, disseram diplomatas no domingo.

Após meses de indecisão, a China relutantemente aceitou na semana passada participar da redação de um novo pacote de sanções, junto com os outros quatro integrantes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia), mais a Alemanha.

Os EUA e seus aliados suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares, e por isso querem um quarto pacote de sanções para coibir as atividades iranianas de enriquecimento de urânio. Teerã insiste que sua intenção é apenas desenvolver atividades médicas e gerar eletricidade com fins pacíficos.

Sob condição de anonimato, vários diplomatas disseram à Reuters que o embaixador chinês, Li Baodong, indicou sua insatisfação com propostas que venham afetar o setor energético do Irã, durante três horas de reunião com os representantes das demais potências na quinta-feira.

"Em geral, o embaixador chinês não quis discutir detalhes específicos do texto", disse um diplomata, referindo-se ao texto-base sugerido pelos EUA. "Notou-se que os chineses não concordam com as propostas energéticas", acrescentou outro diplomata.

Vários enviados diplomáticos disseram à Reuters que a proposta dos EUA incluiria a proibição de novos investimentos no setor energético iraniano. Por outro lado, a proposta não contempla um veto à importação ou exportação de petróleo, gás e combustível, como queriam alguns nos EUA e em Israel.

Li disse na semana passada a jornalistas que a reunião havia sido "uma negociação muito construtiva", e que haveria um novo encontro nesta semana.

O assunto deve voltar a ser discutido durante a cúpula nuclear de segunda e terça-feira em Washington. Em Berlim, a chanceler (primeira-ministra) disse que a questão de novas sanções ao Irã "é premente, e uma decisão sobre potenciais novas sanções será feita em breve".

Já o presidente russo, Dmitry Medvedev, disse que punições ao setor energético do Irã não devem prosperar. "Se falarmos em sanções energéticas, vou lhe dar minha opinião, acho que dificilmente conseguiremos uma posição consolidada na comunidade mundial a esse respeito", afirmou ele à TV ABC, dos EUA.

"Se metade dos países apoiar as sanções, e metade não apoiar, está claro que a eficácia dessas sanções será zero."

 
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