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26.05.2010 imprimir Imprimir
 

Mato a cobra e mostro o pau

Existem pessoas que se dão ao trabalho de “fuçar” a vida alheia só pelo prazer de criticar. Acontece que esse tipo de pessoa, muitas vezes deixa de olhar a própria vida. Como dizia Dona Carmelita: “José menino, o homem é igual ao macaco que senta em cima do rabo e fica falando mal do rabo dos outros”.  Pois é. Não é que ela tem razão?

O que leva as pessoas a cuidar do que não lhes pertence? Deus dá uma vida para cada ser vivo, (entenda-se neste consenso como ser humano),  e isso é para que cada um cuide da sua própria vida  e deixe a dos outros em paz. Que doença é essa? Porque para mim isso é doença. Se vasculharmos a vida dessas pessoas, com certeza haverá algo de podre e como elas só têm tempo para ver e criticar o que os outros estão fazendo, os podres íntimos ficam de lado atormentando suas almas. Cada um com a sua mania, mas que é ridículo esse tipo de atitude isso lá é.

Todos falam mal de jornalistas porque essa profissão, para alguns, é nada mais nada menos do fofoqueiro disfarçado. Por que muitas pessoas não olham o lado bom da coisa? O jornalista é um profissional sério e ciente das suas obrigações e relatam os fatos, somos vigias da sociedade, narramos fatos contra os quais não se argumentam, doa a quem doer, levando às pessoas a informação do momento e é o que faz o mundo girar. É  uma das profissões mais perigosas do mundo, quando querem aparecer nos procuram, quando fazem uma merda se escondem e como avestruzes enfiam a cabeça na terra e o rabo entre as pernas.

O que seria do mundo sem o jornalista? Muito provavelmente a informação chegaria ao leitor, porém da maneira que conviesse às pessoas que resolvessem transmiti-la, muitas vezes gerando problemas, pois quem conta um conto aumenta um ponto. As coisas se avolumariam de tal maneira, que o caos estaria instalado.

Tudo isso para dizer que algumas pessoas gostam de criar confusão, nascem para isso. Aredito que na maior parte do tempo são pessoas frustadas com a própria situação e que não têm o que fazer.  Após um dia cansativo de trabalho, ao invés de chegar em casa, relaxar, ver televisão, ler um bom livro ou por a conversa em dia com a família, fica com um microscópio procurando pêlo em ovo ou chifre na cabeça de cavalo.

Mas o pior dessas pessoas não é a crítica em si, porque toda crítica é construtiva, de alguma forma conseguimos aproveitá-la, para o bem ou para o mal. O pior crítico é aquele que escreve ou fala anônimamente. Não se identifica para que o criticado possa se defender ou explicar-lhe  cada coisa. O engraçado é que jornais de grande circulação como O Estado de São Paulo, O Globo, O Dia, Folha de São Paulo e outros mais, que têm estrutura gigantesca, podem errar e nunca soube que tivessem seus jornais virados do avesso por um crítico gramatical anônimo.

Aos críticos da nossa  impressa nanica  nas comunidades brasileiras mundo afora, seres perfeitos, sugiro que  criem  seus próprios veículos: rádio, TV ou jornal. Nós da imprensa  comunitária espalhada  pelo mundo mantemos viva a cultura e a língua portuguesa com sotaque brasileiro. Prestamos um serviço sócio cultural educativo. É só lembrar que muitas pessoas nem sequer tinham dinheiro para comprar um jornal no Brasil e nossos veículos  são distribuídos gratuitamente, unindo e informando nossos compatriotas  em busca do Eldorado  em terras estrangeiras. Aos críticos anônimos sugiro que saiam do armário, mostrem a cara. É fácil criticar no anonimato. Eu assino embaixo e assumo tudo o que faço, certo ou errado e doa a quem doer. Escrevi, está escrito. Mato a cobra e mostro o pau.
 
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