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  Notícias . Brasil

05.06.2010 imprimir Imprimir
 

Otimista quanto à economia brasileira, ministro da Fazenda busca novos negócios na China

O Brasil está preparado para suportar um crescimento anual da economia de até 6% sem gerar inflação. O cálculo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi divulgado na quinta-feira, em Xangai. Mantega apresentou um panorama do Brasil durante seminário sobre investimentos e oportunidades de negócios.

Na apresentação, Mantega não esqueceu das avaliações sobre o país feitas pelos que definiu como “críticos de plantão”.

– Em 2007, os analistas criticavam por não crescermos como a Índia ou a China. No primeiro trimestre deste ano, crescemos a taxas chinesas, mas eles dizem que o Brasil corre risco por estar crescendo demais – comentou.

Mantega mostrou satisfação com a reação da economia ao fim de alguns incentivos dados para enfrentar a crise. O ministro comemorou a desaceleração de 0,7% do crescimento do PIB em abril. Com isso, o país pode avançar sem riscos. Fim da isenção do IPI, crise do euro, aumento do compulsório e um aperto fiscal de R$ 10 bilhões teriam ajudado a puxar o freio. Para Mantega, as previsões de avanço do PIB em 2010 na casa dos 7,5% não irão se concretizar. A aposta do Ministério da Fazenda é de 5,5%.

Mantega apresentou dados sobre a queda do desemprego, a redução da pobreza e a solidez do sistema financeiro como formas de atrair os investidores chineses. Estão no cardápio os investimentos previstos na área de infraestrutura dentro do PAC 2.

– Empresas brasileiras não estão dando conta dos investimentos – disse.

Uma das interessadas no PAC é a chinesa Citic Construção, responsável pelas obras de Candiota. Entrar no mercado chinês não é fácil. Um estudo da Federação das Indústrias de São Paulo aponta que a moeda chinesa está subvalorizada em cerca de 40%.

 
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