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  Colunas . Léa Campos

09.06.2010 imprimir Imprimir
 

QUE ACONTECERÁ DEPOIS? (parte I)

Recebo muitos E-mails de brasileiros com consciência cidadã. Este é de um jornalista brasileiro, respondendo a um amigo que vai votar na candidata do PT, argumentando que é preciso continuar o trabalho do Lula. Nessa resposta, uma visão do que pode acontecer, caso Dilma saia vitoriosa.

Dou total razão quanto ao assunto tortura, que abomino sob qualquer pretexto. Não se pode aprovar táticas militares que usavam esses recursos em lugar nenhum. Um amigo meu, de uma importante universidade em Minas, viveu no exílio muitos anos e escreveu um livro que já enviei para outros amigos que viveram situações difíceis de perseguição política. Envio como forma de dar a eles um desagravo pelo que passaram, porque foram corajosos e agiram inspirados pelo patriotismo - por isso os admiro. Como jornalista, eu também me senti vexado pela censura dos anos militares - como me sinto vexado agora, com as restrições à liberdade de expressão colocadas em prática pelo governo petista. Pelo andar da carruagem, muito em breve vamos ter órgãos da imprensa fechados, "paredões" e outras "amenidades". Para isso servirá o atual processo de aparelhamento do Estado.

Dilma eleita para garantir a continuação do trabalho do Lula é a minha grande preocupação, pois vejo o Brasil caminhando para um Socialismo ao estilo cubano - e esta é a última coisa que eu gostaria que acontecesse ao meu país. Através de um processo de manipulação política da pobreza, (quase 40 por cento da população brasileira estão compostos pelas classes D e E, segundo dados do IBGE), e sem nada para promover a sua saída da pobreza, o governo incentiva a sua permanência nela, com programas assistenciais paternalistas para, assim, garantir o apoio do seu voto. Usar a pobreza como ferramenta política não me parece muito ético, pois o voto é um recurso da Democracia para promover a Justiça Social. Não sou contra o Socialismo e sei que, sem as mazelas da corrupção, pode até funcionar, (e.g. França, no período Miterrand).

 Vejo com preocupação o movimento dos sem-terra, treinados em táticas de guerrilha, para tomar terras de quem trabalhou para adquiri-las, fazê-las produtivas - simplesmente para usar o movimento como exercício rumo a uma ditadura do proletariado - desculpa, não dá para aceitar.

Continua

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