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16.06.2010 imprimir Imprimir
 

Mutirão anticrack

O presidente da República qualificou de praga, de uma espécie de peste bubônica, a expansão de drogas como o crack e a cocaína no Brasil. Para enfrentar essa eventualidade que envolve saúde pública e segurança nacional, o presidente convocou governadores, prefeitos e organizações da sociedade.

O crack, com sua letalidade, e as drogas em geral representam desafios cada vez mais ameaçadores. Especialistas e autoridades, no país e no mundo, não dispõem de conhecimento técnico ou de experiência acumulada suficiente para definir um caminho único ou um projeto reconhecidamente eficaz.

Assim, está correta a orientação das autoridades brasileiras de convocar as entidades que, nas três esferas federativas, possam contribuir para um enfrentamento desafiador e urgente. A questão das drogas, ao mesmo tempo que envolve aspectos de saúde pública e que exige investimentos na ampliação de leitos dedicados a esses pacientes e no treinamento do pessoal técnico, apresenta como um de seus fatos fundadores o tráfico internacional com suas ramificações no submundo do crime, tanto nos países de origem quanto nos países consumidores.

Neste sentido, é importante que o Brasil deixe de considerar a fronteira boliviana, por exemplo, apenas como um objeto de disputa eleitoral, como tem acontecido numa polêmica recente, e se converta em objeto de um acordo com a preocupação especial de encontrar um parceiro internacional para o controle da passagem de drogas.

O mutirão de que fala o presidente é uma obrigação que implica comprometimento dos governos, dos Estados, dos municípios e de organizações da sociedade na tarefa complexa, mas inadiável, de conter o avanço da praga do crack.


 
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