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14.07.2010 imprimir Imprimir
 

A "Fúria" mostrou-se à Copa

Por Robson Conservani

Diz o ditado que o melhor ataque é a defesa. Grandes estrategistas de guerra instruíam suas tropas para que combatessem antes de serem combatidos e vencidos.

E o resultado da final da Copa do Mundo de 2010 mostrou que esse adágio popular nunca foi tão verdadeiro: que diga a seleção espanhola, merecida campeã desta edição. Talvez um título inimaginável na mente dos críticos e especialistas futebolísticos, mas perseguido e conquistado pelos espanhóis de forma vibrante.

Num rápido resumo, o esquadrão comandando pelo atacante David Villa e pelo arqueiro Casillas, conseguiu ao mesmo tempo ter o pior ataque de uma seleção campeã com 8 gols e manter a melhor defesa com 02 gols sofridos.

O jogo da final contra a Holanda foi para manter qualquer telespectador sonolento.

No tempo normal, sem emoção, a partida teve algumas chances claras de gols criadas por ambas as equipes, porém destacou-se a eficiência dos goleiros.

O que se viu na partida foram dois times receosos em se arriscar, concentrando o toque de bola no meio de campo. No Brasil, nas partidas dos campeonatos amadores, chamamos a isso de "jogo de compadres".

Para o telespectador a decisão se encaminhava para a disputa nos penais. A surpresa, após o sofrimento das duas torcidas, foi o gol salvador de Eniesta no último minuto da prorrogação.

Era visível que, embora contassem com jogadores com certa categoria, as duas equipes não duelaram para fazer jús à disputa de uma final de Copa do Mundo. A Holanda com seu jogo frio, mas eficiente dependia de Robben e Sneijder que não tiveram o mesmo desempenho das outras partidas. Mas a "Fúria" foi mais determinada o jogo inteiro, com mais posse de bola e aproveitou o "último suspiro" para determinar o placar magro, de um a zero, porém suficiente para escrever o nome na história e emplacar seu primeiro título mundial da Fifa. Conquista amplamente festejada pela comunidade espanhola em todas as partes do mundo e de quebra teve Casillas eleito o melhor goleiro desta edição.

Coube a Holanda amargar a derrota e a maldição da decisão, pois foi pela terceira vez à uma final e perdeu todas.

Diferentemente foi a decisão pelo terceiro lugar, quando Alemanha e Uruguai apresentaram o melhor desta Copa do Mundo.

Um jogo memorável com cinco gols tendo as duas equipes alternado a vantagem no placar, ficando os alemães com a vitória por 3 a 2 e o título de terceira melhor seleção do mundial. Um consolo para quem foi apontada como a favorita ao título e que apresentou um futebol "vistoso e renovado" em todas as partidas até perder a vaga na semifinal.

Com sua melhor participação nas últimas edições a seleção uruguaia também foi recebida com festa em seu país. Como prêmio de consolação teve Forlán eleito o melhor jogador da Copa.

 
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