A VIDA ALHEIA
Tem gente que simplesmente adora uma fofoca.
A vida dos outros parece ter um colorido especial e um conteúdo tão atrativo que algumas pessoas não resistem em querer saber mais e mais.
Mas o que exatamente faz uma pessoa disperdiçar tempo e saliva comentando sobre a vida dos outros, e o que é pior, sempre encontrando ouvidos sedentos para ouvir o próximo capítulo da vida alheia?
Curiosidade? Falta do que fazer?
Parece até título de novela das oito “A VIDA ALHEIA”, mas não é.
Fofoca (mexerico, disse-me-disse, intriga, bisbilhotice), existe desde que o mundo é mundo e a fofoca é prima irmã do boato e da maledicência.
Fofocas são histórias que geralmente criam dano por serem inverídicas ou prejudiciais, mas afinal quem se importa?
O que a vida alheia tem de tão especial para ser alvo de tanta curiosidade?
Ela trocou de emprego, carro, namorado?
Separou do marido, tem um caso com o dentista, trabalha menos horas e faz mais dinheiro, educa mal os filhos, tem uma vida social invejável, um segredo de família, um passado condenável?
Qualquer que seja o motivo é suficiente para alimentar essa rede de intrigas e iniciar um círculo vicioso, quem conta sempre quer contar mais e quem ouve sempre quer saber mais. E não para por ai.
É um tal de “se fosse comigo eu faria isso ou aquilo, assim ou assado” como se fosse possível e extremamente fácil resolver os problemas alheios, mas o mais engraçado, é que normalmente as pessoas não são capazes de solucionar a própria vida.
Não é à toa que a indústria da fofoca movimenta milhões, é só olhar em volta e reparar quantas revistas, sites, programas de TV, especializados em fofoca cuja finalidade é falar da vida alheia, existem por ai.
Uma pessoa ou personalidade mais reservada que não comenta muito sobre a sua vida privada e não se interessa muito em frequentar as “rodinhas de fofoca” é intitulada como exêntrica, esnobe, metida.
No meu ponto de vista, pessoas reservadas agem assim para preservar a própria intimidade e manter distância de confusão.
Porque pode acreditar, fofoqueiros de plantão sempre estão metidos em mal entendidos e confusões, isso quando não causam danos irreparáveis.
Sempre ouvimos dizer que as palavras tem poder, e tem mesmo! E se mal empregadas, podem destruir sonhos, reputações, segredos, ou coisa pior.
Uma citação bíblica afirma que “O mal é o que sai da boca do homem” o que se aplica muito bem quando o tema é fofoca.
Uma coisa que eu respeito muito é a privacidade, minha e dos outros, por esse motivo, meu lema para conversas irrelevantes é o seguinte:
Se não vai acrescentar para que comentar? |