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01.09.2010 imprimir Imprimir
 

A VIDA ALHEIA

Tem gente que simplesmente adora uma fofoca.

A vida dos outros parece ter um colorido especial e um conteúdo tão atrativo que algumas pessoas não resistem em querer saber mais e mais.

Mas o que exatamente faz uma pessoa disperdiçar tempo e saliva comentando sobre a vida dos outros, e o que é pior, sempre encontrando ouvidos sedentos para ouvir o próximo capítulo da vida alheia?

Curiosidade? Falta do que fazer?

Parece até título de novela das oito “A VIDA ALHEIA”, mas não é.

Fofoca (mexerico, disse-me-disse, intriga, bisbilhotice), existe desde que o mundo é mundo e a fofoca é prima irmã do boato e da maledicência.

Fofocas são histórias que geralmente criam dano por serem inverídicas ou prejudiciais, mas afinal quem se importa?

O que a vida alheia tem de tão especial para ser alvo de tanta curiosidade?

Ela trocou de emprego, carro, namorado?

Separou do marido, tem um caso com o dentista, trabalha menos horas e faz mais dinheiro, educa mal os filhos, tem uma vida social invejável, um segredo de família, um passado condenável?

Qualquer que seja o motivo é suficiente para alimentar essa rede de intrigas e iniciar um círculo vicioso, quem conta sempre quer contar mais e quem ouve sempre quer saber mais. E não para por ai.

É um tal de “se fosse comigo eu faria isso ou aquilo, assim ou assado” como se fosse possível e extremamente fácil resolver os problemas alheios, mas o mais engraçado, é que normalmente as pessoas não são capazes de solucionar a própria vida.

Não é à toa que a indústria da fofoca movimenta milhões, é só olhar em volta e reparar quantas revistas, sites, programas de TV, especializados em fofoca cuja finalidade é falar da vida alheia, existem por ai.

Uma pessoa ou personalidade mais reservada que não comenta muito sobre a sua vida privada e não se interessa  muito em frequentar as “rodinhas de fofoca” é intitulada como exêntrica, esnobe, metida.

No meu ponto de vista, pessoas reservadas agem assim para preservar a própria intimidade e manter distância de confusão.

Porque pode acreditar, fofoqueiros de plantão sempre estão metidos em mal entendidos e confusões, isso quando não causam danos irreparáveis.

Sempre ouvimos dizer que as palavras tem poder, e tem mesmo! E se mal empregadas, podem destruir sonhos, reputações, segredos, ou coisa pior.

Uma citação bíblica afirma que “O mal é o que sai da boca do homem” o que se aplica muito bem quando o tema é fofoca.

Uma coisa que eu respeito muito é a privacidade, minha e dos outros, por esse motivo, meu lema para conversas irrelevantes é o seguinte:

Se não vai acrescentar para que comentar?
 
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