Engenheiros começam a escavar túnel por onde mineiros serão resgatados
Os engenheiros no Chile começaram na segunda à noite a escavar um túnel de 60 centímetros por onde pretendem resgatar os 33 trabalhadores de uma mina de ouro e cobre, soterrados há 26 dias e presos a 700 metros de profundidade.
As autoridades estimam que serão necessários de três a quatro meses para concluir o trabalho. O ministro de Mineração do Chile, Laurence Golborne, disse que há 10 alternativas de resgate em análise pelos engenheiros, mas negou que seja possível resgatar os mineiros em apenas um mês.
O trabalho também é acompanhado pelo ministro da Saúde do Chile, Jaime Mañalich. Na segunda, Mañalich concluiu uma análise física, médica e mental dos mineiros. Cada um já perdeu, em média, 10 quilos.
Os trabalhadores — 32 chilenos e um boliviano — começam a apresentar problemas de saúde, como desidratação, infecções e feridas provocadas pelo calor superior a 30 graus.
Outro problema é a umidade no refúgio onde eles se encontram, dentro da mina.
— Podem ocorrer epidemias ou microepidemias muito graves. Temos que preveni-las — disse Mañalich.
— Demos a eles (mineiros) medicamentos, fizemos exames, medimos a pressão, o pulso, a temperatura e a circunferência abdominal todos os dias — completou.
Os médicos acreditam que a fase de recuperação física já foi concluída, depois que os mineiros passaram 10 dias racionando alimentos. Agora, segundo os especialistas, começa a fase de estabilidade.
Os trabalhadores também estão sendo estimulados a manter um ciclo de dia e noite, com luz artificial dentro da mina.
No último domingo, os mineiros tiveram o primeiro contato telefônico direto com os parentes. Houve uma fila para que os parentes dos 33 mineiros presos pudessem usar uma cabine especial de telefone. Cada um teve cerca de um minuto para conversar.
Psicólogos que acompanham os trabalhadores presos desde o dia 5 na Mina San José, no Deserto do Atacama, pediram aos parentes que passassem mensagens otimistas.