EUA usarão aviões não-tripulados para vigiar fronteira com México
O governo dos Estados Unidos usará aviões não-tripulados para vigiar toda a sua fronteira sudoeste com o México a partir de quarta-feira, disse nesta segunda-feira a secretária de Segurança Doméstica do país, Janet Napolitano.
Como parte das medidas destinadas a aumentar a segurança da fronteira neste ano eleitoral nos EUA, o Departamento de Alfândegas e Proteção das Fronteiras começará a operar aparelhos Predator B a partir de Corpus Christi, no Texas. Dessa forma, a vigilância aérea não-tripulada abrangerá toda a fronteira entre os EUA e México, de quase 3.200 quilômetros.
"Com a mobilização do Predator no Texas, poderemos cobrir a fronteira sudoeste desde o setor El Centro, na Califórnia, até o Golfo do México, no Texas, fornecendo uma assistência de vigilância aérea crítica ao pessoal no terreno", informou a secretária em teleconferência.
"Este é mais um passo crítico que demos para assegurar a segurança da fronteira, e é uma ferramenta importante na nossa caixa de ferramentas de segurança".
Eleições
A imigração ilegal e a segurança ao longo da porosa fronteira com o México se tornaram os principais assuntos na campanha para a eleição parlamentar de novembro.
Neste mês, o presidente Barack Obama sancionou um projeto que concede US$ 600 milhões para a contração de 1.500 novos agentes, inspetores alfandegários e outros funcionários para atuarem ao longo da fronteira, além de comprar mais dois aviões não-tripulados.
Napolitano disse que, até o começo do ano que vem, a frota do departamento de Alfândegas e Proteção das Fronteiras chegará a seis aviões-robô.
O Predator B é produzido pela empresa General Atomics, com equipamentos como câmeras de visão noturna e diurna, usados para a detecção de traficantes de drogas e pessoas. Os aparelhos têm autonomia de voo de até 30 horas.
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