MOSQUITOS EM JACA PODRE…
Como a maioria do povo brasileiro, em especial os nordestinos , passei boa parte da infância me deliciando com as frutas típicas da região, tais como genipapo, sapoti, caja, pitomba, e claro as jacas mole e dura. Assim como as jacas, no Brasil de hoje, existem dois tipos de políticos: os que roubam muito e os que ainda roubarão. Todo dia tem um novo caso de corrupção.
É impressionante a capacidade de dilapidação do erário público por parte daqueles que são eleitos para proteger e cuidar do mesmo. A certeza da impundade na Terra Brasilis é algo que remonta aos tempos de Cabral, o lamentável de tudo isso é que boa parte da população de olho no botim e na vantagem que possa a vir ser auferida, se cala diante de tudo. A gritaria é geral, mas ações de fatos e de direito são poucas e seus efeitos quase nulos diante da sociedade brasileira e mundial. Os casos de corrupção e de impunidades no Brasil se refletem sobre a nação como um todo e atinge fora do país os brasileiros autoexilados que passam a ser vistos como coniventes com esse câncer que assola todas as sociedades e causa danos materiais e morais à toda a nação brasileira dentro e fora do país.
Em vários países do mundo os corruptos são cassados e massacrados pelo sistema e por seus eleitores. No Brasil idolatramos a cultura do “Rouba, Mas Faz” , máxima popular que só acarreta prejuízos à boa parte da nação, que o digam as verbas desviadas da educação, saúde e segurança, um trio vital para o crescimento de um país como nação forte, rica e altaneira. O povo brasileiro deveria se conscientizar de que o bem e as verbas públicas têm donos. Eles pertencem à todos nós, à todas as classes e raças da nação . Não podem e não devem ser tratados como coisa de ninguém ou de uma só pessoa. Desde a praça de um bairro da periferia aos milhões de reais que são desviados para o exterior, tudo isso é patrimônio público, de toda a nação brasileira e cabe a todos nós agirmos.
Segundo a Bíblia devemos orar e vigiar, no caso das verbas oremos, vigiemos e fiscalizemos, o gestor público não pode e não deve sentir-se o “Senhor Das Verbas”. É assim que boa parte deles atua sobre o erário público e o pior de tudo, com a conivência de boa parte da população, os adeptos do “Rouba, Mas Faz”. Todos apregoam o jeito pacifista do povo brasileiro, será pacifismo mesmo ou comodismo? Ser pacato não é aceitar ser roubado e espizinhado material e moralmente por pseudos senhores, homens acima do bem e do mal com seus títulos de excelência nos Poderes Legislativos e Executivos, municipais, estaduais e federais que de posse de cargos delegados pelo povo, se apropriam indevidamente de algo que pertence à todos nós brasileiros.
São fatos como estes que me fazem comparar os corruptos do Brasil com os insetos, a bem da verdade os insetos têm um certo valor para o ecosistema, enquanto que os políticos corruptos se apropriam dos valores públicos demostrando não terem nenhum caráter ou valor e atacam as verbas públicas iguais a mosquitos em jaca podre. De volta à Terra de Obama à todos uma boa semana e um fraternal Sampraço. |