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Edição 1.560: OPINIÃO SOCIAL PRESS SOCIAL CONNECTICUT LÉA CAMPOS CINEMA CELINA  
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PREVISÃO DO TEMPO


Newark, NJ . 02 de Fevereiro de 2012.

MOSQUITOS EM JACA PODRE…

Como  a maioria  do povo brasileiro, em  especial  os nordestinos , passei boa parte da infância  me deliciando com as frutas  típicas da  região, tais como genipapo, sapoti, caja, pitomba, e claro as jacas  mole e dura. Assim como as jacas, no Brasil de  hoje, existem  dois tipos de políticos: os que roubam muito e os que  ainda roubarão. Todo dia  tem um novo caso de corrupção.

É impressionante  a capacidade de dilapidação do erário público  por parte daqueles  que são eleitos para proteger  e cuidar do mesmo. A certeza da impundade na Terra  Brasilis é algo que remonta aos tempos  de Cabral,  o lamentável de tudo  isso é que boa parte  da população  de olho  no botim e na vantagem que possa a vir ser auferida, se cala    diante de tudo.  A  gritaria é geral, mas  ações de fatos e de direito são poucas e seus efeitos    quase nulos diante da sociedade brasileira e mundial. Os casos de corrupção e de impunidades  no Brasil se refletem sobre a nação como  um todo e atinge  fora do país os  brasileiros autoexilados  que  passam a ser vistos  como   coniventes   com   esse  câncer  que assola todas  as  sociedades  e causa  danos materiais e morais à toda a nação brasileira dentro e fora  do país.

Em vários  países  do mundo os corruptos são cassados  e massacrados  pelo  sistema e por seus eleitores. No Brasil  idolatramos a cultura do “Rouba, Mas Faz” , máxima popular  que só acarreta prejuízos à boa parte da nação,   que o digam  as verbas  desviadas da  educação, saúde e segurança, um trio vital para o crescimento de um país como nação  forte, rica e altaneira. O povo brasileiro deveria se conscientizar de que o bem e  as  verbas públicas  têm donos. Eles pertencem à todos nós, à todas as classes  e raças   da nação . Não podem e não devem ser tratados como  coisa de ninguém ou de uma só pessoa. Desde a praça de um bairro da periferia   aos milhões de reais que são desviados para o exterior, tudo isso é patrimônio   público, de toda a nação brasileira e cabe  a todos nós agirmos. 

Segundo a Bíblia devemos orar e vigiar, no caso das  verbas oremos,  vigiemos e fiscalizemos, o gestor público  não pode e não deve  sentir-se  o  “Senhor  Das  Verbas”.  É  assim que  boa parte deles atua sobre o erário  público e  o pior de tudo, com a conivência de boa parte da população, os adeptos  do “Rouba, Mas Faz”. Todos  apregoam  o jeito pacifista do povo brasileiro, será pacifismo mesmo ou comodismo? Ser pacato não é  aceitar ser roubado e espizinhado material e moralmente por pseudos senhores,   homens acima do bem e do mal  com seus títulos de excelência  nos Poderes Legislativos e  Executivos, municipais, estaduais e federais que de posse   de cargos delegados pelo povo, se apropriam  indevidamente de algo  que pertence à todos nós brasileiros.

São  fatos como  estes  que me fazem comparar  os corruptos do Brasil com os insetos,   a bem da verdade os insetos têm  um certo valor para o ecosistema, enquanto que os políticos corruptos se apropriam dos valores  públicos demostrando não terem nenhum caráter ou valor e atacam as  verbas  públicas iguais a mosquitos em jaca podre. De volta  à  Terra  de Obama à todos uma  boa semana e  um fraternal  Sampraço.
 
 
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