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Edição 1.580

Newark, NJ . 21 de Junho de 2012.

Stop and Frisk- Você Também Pode Ser Parado?
Por Joaquim Andrade

Saiba o que é o “Stop and Frisk” e como agir caso seja parado pela polícia.

Milhares de pessoas marcharam em silêncio pela Quinta Avenida no último Domingo para protestar contra o controverso sistema da polícia de Nova York chamado “Stop and Frisk”.

Os manifestantes caminharam silenciosamente  por 30 quarteirões, desde o final do Central Park, no Harlem até a town house do prefeito Michael Bloomberg, na rua 79.

A prática de marchas silenciosas existe nos Estados Unidos desde 1917 quando a NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) fez uma demonstração -silenciosa- contra a segregação e os linchamentos que estavam ocorrendo na época.

De acordo com uma matéria publicada pela Associated Press, os manifestantes reclamam que a polícia da cidade têm abusado do poder e do privilégio que a política de “Stop and Frisk” os dá contra negros, latinos e outras minorias.

A política do “Stop and Frisk” é quando um policial ou agente oficial do governo pode deter brevemente uma pessoa sob suspeita razoável de envolvimento em um crime.  Caso a suspeita seja real, sob o ponto de vista da polícia, o suspeito pode ser preso sob a lei “Terry Stop” (um suspeito poderá ser detido pela polícia, por um período curto, caso haja uma suspeita razoável de envolvimento em crime mas com pouca chance de causa provável para uma prisão. )Ou seja, você poderá ser levado, ser questionado e liberado sem ter muito o que fazer contra.

“Frisk” ao pé da letra quer dizer passar as mãos em um indivíduo em busca de armas escondidas. Portanto, a ação de “Frisking”, seria quando um policial faz uma busca cega em um suspeito.

 Os defensores dos direitos civis dizem que esta política é só mais uma ação racista da polícia. “A maioria das pessoas que é parada e acaba apanhando dos policiais, é geralmente de negros, pessoas de cor e gays,” disse Benjamin Jealous, líder da NAACP. “Isto está humilhando centenas de milhares de pessoas.”

De acordo com a NYPD, o departamento de polícia de Nova York, mais de 685 mil pessoas, a maioria negros e latinos, foram parados e tiveram de submeter-se à busca por armas.

O Sindicato de Liberdade Civil de Nova York, que também participou da marcha,  informou em uma entrevista ao jornal Washington Post que dez anos atrás este número foi de 97 mil pessoas. Ou seja, houve um aumento de “suspeitos” sem explicação convincente.

Já o prefeito Bloomberg e o comissário chefe da polícia de cidade Ray Kelly orgulham-se deste números.

Ambos são a favor da prática. Eles acreditam que este procedimento impede que os crimes aconteçam e que ele têm tirado os revólveres das ruas.

Bloomberg disse em uma entrevista, que a meta é educar os policiais para que as pessoas sejam tratadas com mais respeito caso sejam paradas.

O que fazer caso você seja parado:

De acordo com uma cartilha produzida pela “100 BLACKS IN LAW ENFORCEMENT WHO CARE, caso você seja parado pela polícia, siga as seguintes instruções:

  1. Fique calmo.
  2. Não ponha as mãos nos bolsos.
  3. Pergunte o porquê que está sendo parado.
  4. Não fale alto.
  5. Sempre tenha qualquer forma de identificação com você. Lembre-se polícia é segurança, não é deportação. São departamentos diferentes.
  6. Você tem o direito de solicitar um representante legal.
  7. Se possível, jamais fale sem a presença de uma testemunha.
  8. Fique em silêncio. Independentemente da situação, qualquer indivíduo em solo americano, tem o direito de permanecer em silêncio.

Caso sinta-se vítima de abuso ou de exposição desnecessária, procure um advogado baseando-se na “Quarta Emenda da Constituição dos Estados Unidos” que é a parte da Declaração de Direitos que diz que qualquer busca ou mandado de prisão deve ser judicialmente autorizado.

Mestrado pela New York University e formado pela Universidade Anhembi Morumbi, o jornalista Joaquim Andrade rodou o mundo como comissário de bordo por mais de 10 anos, fazendo matérias por onde andou e falando de turismo, night-life, moda e claro… notícias!

Mora em Nova York há três anos e atualmente é colaborador do Brazilian Press entre outros sites. Contato: [email protected]
 
 
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