EUA e aliados estão prontos para intervenção militar na Síria

EUA e aliados estão prontos para intervenção militar na Síria
29 agosto 09:42 2013 Imprimir

Os Estados Unidos, amparados por França e Grã-Bretanha, estão prontos para atacar a Síria.

Os dispositivos militares estão em posição de combate, as justificativas para um ataque já foram expostas para a opinião pública, os parlamentares americanos e britânicos foram informados e uma gama de países já manifestou apoio. Falta o presidente Barack Obama dar a ordem.

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A possibilidade de um ataque se tornou evidente com as declarações na segunda-feira feitas pelo secretário de estado americano, John Kerry, culpando o regime sírio pela morte de centenas de civis em um suposto ataque com armas químicas. Na terça-feira, tornou-se iminente com uma entrevista do secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, à rede britânica BBC.

— Estamos prontos para atuar. Deslocamos recursos para cumprir e acatar qualquer opção que o presidente deseje realizar — disse Hagel, acrescentando que os EUA apresentarão provas do uso de agentes químicos proibidos pelo regime sírio de Bashar al-Assad.

Pelo tom dos americanos e também dos governos britânico e francês, tampouco parece ser fundamental o término do trabalho da missão de inspetores da Organização das Nações Unidas, em Damasco, que buscam provas do uso de armas químicas no ataque de 21 de agosto.

Segundo a imprensa americana, Obama pensa em uma ofensiva limitada, que não duraria mais de dois dias e sem o objetivo de derrubar o presidente Al-Assad. De acordo com o The New York Times, a lista de alvos incluiria pelo menos 50 unidades militares. O objetivo seria dissuadir o presidente sírio de recorrer novamente às armas químicas e degradar sua capacidade de efetuar tais ações no futuro, de acordo com autoridades americanas.

Na terça-feira, o temor de uma guerra internacional abalou a cotação do petróleo, que registrava forte alta em Nova York. Uma eventual intervenção na Síria pode desestabilizar toda a região, uma importante área produtora.

Posições divergentes
Países têm posições desencontradas quanto a intervenção na Síria

Contrários
– Rússia e Irã são os grandes aliados da Síria. Moscou acusa o Ocidente de agir “como um macaco com uma granada”.
– A Jordânia não quer servir de plataforma em uma intervenção militar.
– Itália rejeita intervenção sem aprovação no Conselho de Segurança da ONU.
– O Brasil sustenta ser possível uma solução negociada para o conflito.

Favoráveis
Na Grã-Bretanha, o parlamento irá votará amanhã uma possível ação militar.
– A França participaria de um ataque.
– A Turquia participaria de uma coalizão.
– A Alemanha, em plena campanha eleitoral, não participaria, mas seria favorável a uma ação.
– Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos aliaram-se aos rebeldes e defendem a ação.
– Canadá e Austrália seriam favoráveis à intervenção.

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1 comentário

  1. Fernandes
    agosto 29, 13:50 #1 Fernandes

    que otimo ja estava passando da hora dos Estados Unidos e aliados entrar en acao ne?francamente eu estava pasma en nao ver reacao nenhuma sobre esta carnificina toda.

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