Estudo liga uso de paracetamol (Tylenol) na gravidez a risco de TDAH em crianças

Estudo liga uso de paracetamol (Tylenol) na gravidez a risco de TDAH em crianças
27 fevereiro 03:52 2014 Imprimir

paracetamolO acetaminofeno (paracetamol), analgésico de uso comum mais conhecido como pelo nome fantasia de Tylenol, considerado seguro para mulheres grávidas, foi vinculado pela primeira vez ao risco de as crianças virem a desenvolver Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (THDA), segundo uma pesquisa publicada na segunda-feira nos Estados Unidos.

Serão necessários mais estudos para confirmar as descobertas. No entanto, especialistas da Universidade da Califórnia e da Universidade de Aharus (Dinamarca) descobriram que as mulheres grávidas que tomaram acetaminofeno tiveram um risco 37% maior de ter filhos que mais tarde seriam diagnosticados com transtorno hiperquinético, uma forma particularmente severo de transtorno de hiperatividade com déficit de atenção (THDA).

A origem desta condição, que afeta 5% das crianças americanas, ainda é desconhecida.

Segundo o estudo publicado na revista da Associação Médica Americana, em comparação com as mulheres que não tomaram o analgésico estando grávidas, as que o fizeram tinham 29% mais probabilidades de ter filhos aos quais foram prescritos remédios para o THDA e 13% mais chances de ter filhos com condutas parecidas às do THDA por volta dos sete anos.

Pesquisas anteriores tinham sugerido que o acetaminofeno pode interferir com o funcionamento normal dos hormônios e poderia afetar o desenvolvimento cerebral do feto.

A pesquisa se baseou em dados de mais de 64 mil mulheres dinamarquesas entre 1996 e 2002. Mais da metade delas disse ter tomado acetaminofeno pelo menos uma vez durante a gravidez.

Especialistas advertiram que os resultados da pesquisa não provam que o medicamento seja a causa do TDAH nas crianças, mas apenas um vínculo preliminar entre os dois fatores.

“Os resultados deste estudo deveriam ser interpretados com cautela e não deveriam mudar as práticas habituais”, afirmou, em um editorial da revista, um grupo de especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff.

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