Anvisa veta princípios farmacêuticos da chinesa Shenyang

Anvisa veta princípios farmacêuticos da chinesa Shenyang
27 março 13:55 2014 Imprimir

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação, distribuição e comércio do insumo farmacêutico Rifampicina, bem como de outros princípios ativos farmacêuticos fabricados pela empresa Shenyang Antibiotic Manufacturer.

A medida foi divulgada na segunda-feira, 24, e publicada no Diário Oficial da União. A decisão foi tomada levando em consideração “as irregularidades detectadas durante inspeção para verificação de boas práticas de fabricação na empresa”, diz a Anvisa. Conforme material da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disponível para consulta na internet, a Rifampicina é utilizada para o tratamento de hanseníase, tuberculose ativa, quimioprofilaxia de portadores de meningococo – entre outros usos.

As autoridades chinesas já estariam investigando alegações de que vários fabricantes de antibióticos na China usam em seu composto o chamado “óleo de sarjeta” – óleo reaproveitado e recuperado a partir de resíduos de restaurantes e gordura animal – em seus produtos, em vez de óleo de soja.

A agência de notícias estatal Xinhua e outros meios de comunicação chineses relataram que várias empresas farmacêuticas usam esse tipo de óleo na fabricação de ácido 7-aminocephalosporinic, ou 7-ACA, um produto químico usado para produzir uma classe de antibióticos chamados cefalosporinas.

As empresas supostamente compram o óleo de cozinha reciclado de uma empresa chamada Huikang graxa Co., que enfrenta um processo sobre um suposto processamento e venda de milhares de toneladas desse óleo em 2010 e 2011.
Jiaozuo Joincare Biológica Product Co., uma subsidiária do Grupo Farmacêutico Joincare, Qilu Farmacêutica e Charoen Pokphand Group estão entre as empresas acusadas de comprar o óleo descartado e usá-lo em seus produtos.

Fornecedores chineses já estiveram envolvidos em vários escândalos ao longo dos últimos cinco anos, envolvendo alimentação e saúde, incluindo defeito nas fórmulas infantis, produtos lácteos, alimentos para animais e cerveja com vários produtos químicos impróprios para consumo humano ou animal.

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