Mais de 18 mil seguem fora de casa por causa da chuva no RS

Mais de 18 mil seguem fora de casa por causa da chuva no RS
10 julho 11:03 2014 Imprimir

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Segundo o novo levantamento divulgado pela Defesa Civil, o número de munícipios prejudicados pela chuvapermanece o mesmoem relação ao último balanço, divulgado às 18h da terça-feira. Das 149 cidades prejudicadas pela chuvarada, 126 estão em situação de emergência. Outras duas, Barra do Guarita, no Noroeste, e Iraí, no Norte, decretaram estado de calamidade pública devido aos danos causados pela enxurrada.

No início da manhã de terça, 122 municípios haviam decretado situação de emergência. O número de pessoas fora de casapermanece o mesmo: são 18.391 mil gaúchos prejudicados. Destes, 17.070 estão desalojados (na casa de amigos ou parentes) e 1.321 estão desabrigados (que necessitam de abrigo público).

A região mais atingida é a Fronteira Oeste, devido à cheia do Rio Uruguai. Conforme a Defesa Civil, dados do relatório do Departamento de Recursos Hídricos do Estado indicam que o nível do Rio Uruguai na região deve baixar gradativamente nos próximos dias, com previsão de retorno ao padrão normal até a quinta-feira.

A chuva também provocou pelo menos duas mortes, de Eracildo Luiz Assmann, 56 anos, em Arroio do Tigre, e José Lindomar da Silva, 40 anos, em Jacutinga. A namorada de Eracildo, Paula Thon, 23 anos, segue desaparecida.

RS publica decreto que agiliza liberação de recursos

Foi publicado no Diário Oficial do Rio Grande do Sul o decreto de estado de calamidade pública em Barra do Guarita (por enxurrada) e Iraí (por alagamento). Também consta o decreto de situação de emergência em áreas de 124 municípios afetados por inundações, chuvas intensas, deslizamento, vendaval e alagamentos causados pelo mau tempo nas últimas semanas. O decreto não inclui os dois municípios que decretaram situação de emergência na tarde da terça-feira.

O documento foi encaminhado ao Ministério da Integração Nacional com o pedido de reconhecimento sumário, visando à liberação de recursos federais. O decreto vai vigorar durante 180 dias, a contar de 4 de julho.

Para a publicação, o governo estadual levou em consideração os altos índices pluviométricos e o parecer da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil. Também teve como base o grande número de pessoas atingidas, o impacto provocado na agricultura e na pecuária, o levantamento de danos nas estradas pelas prefeituras e os prejuízos econômicos nos serviços essenciais, principalmente em saneamento básico, distribuição de energia elétrica, transporte rodoviário e impossibilidade de acesso de alunos a estabelecimentos de ensino.

Maior cheia das últimas três décadas

Enxurrada como a deste ano não era vista no Rio Grande do Sul desde a enchente de 1983, que atingiu cidades como Itaqui, Iraí, São Borja e Uruguaiana.

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