EUA confirmam primeiro caso de ebola diagnosticado no país

EUA confirmam primeiro caso de ebola diagnosticado no país
02 outubro 15:30 2014 Imprimir

ebola eua

Autoridades de saúde dos Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira (30) que foi diagnosticado no país o primeiro paciente infectado com o vírus ebola. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA confirmou o diagnóstico, sem dar mais detalhes.

Autoridades do Hospital Presbiteriano do Texas disseram em um comunicado, na segunda-feira, que um paciente não identificado estava sendo testado para o vírus ebola e tinha sido colocado em “estrito isolamento”, devido aos sintomas e o histórico de viagem recente.

Hospitais norte-americanos têm tratado vários pacientes que foram diagnosticados com Ebola na África Ocidental, onde ocorre o pior surto já registrado do vírus, que já matou mais de 3.000 pessoas.

Segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras, o atual surto é causado pela variedade mais agressiva do ebola, matando entre 50% e 60% das pessoas que infecta. Não se sabe que fatores determinam que alguns pacientes se recuperem e outros sucumbam.

Ebola é uma doença causada por um vírus cujos sintomas iniciais incluem febre, fraqueza extrema, dores musculares e dor de garganta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). À medida que a doença avança, o paciente pode sofrer de vômitos, diarreias e – em alguns casos – hemorragia interna e externa.

Science Photo LibraryEsse modelo molecular mostra partes dos vírus do Ebola que os cientistas estudam na tentativa de produzir medicamentos que reduzem a propagação da doença.

Humanos contraem a doença por meio do contato com animais – como chimpanzés, morcegos e antílopes – contaminados.

Entre humanos, o vírus pode se espalhar por meio do contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos do doente, ou mesmo por meio do contato com ambientes contaminados. Até funerais de vítimas de ebola podem representar risco, se outras pessoas tiverem contato direto com o corpo do defunto.

O período de incubação pode demorar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil. Em humanos, a doença está limitada majoritariamente à África, embora um caso tenha ocorrido nas Filipinas.

Agentes de saúde pública também correm risco caso tratem pacientes sem tomar as precauções adequadas para prevenir a contaminação.

As pessoas permanecem contaminadas enquanto seu sangue e suas secreções contiverem o vírus – em alguns casos, até sete semanas depois da recuperação.(

  Editorias:




Escreva um comentário

Nenhum comentário

Nenhum comentário ainda...

Seja o primeiro a comentar!.

Publique seu comentário

Your data will be safe! Your e-mail address will not be published. Also other data will not be shared with third person.
All fields are required.