Brasil e México reconhecem cachaça e tequila como produtos genuínos de cada país

Brasil e México reconhecem cachaça e tequila como produtos genuínos de cada país
04 junho 05:43 2015 Imprimir

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Brasil e México assinaram, durante visita da presidente Dilma Rousseff na última semana, um acordo de reconhecimento da cachaça e da tequila como produtos genuinamente brasileiro e mexicano, respectivamente. Com a denominação de origem assegurada, somente a bebida destilada nacional pode ser vendida no mercado mexicano com este nome, impedindo pirataria. O mesmo vale para a tequila em território brasileiro.

As duas bebidas foram as estrelas do almoço oferecido à presidente Dilma Rousseff pelo mandatário do México, Enrique Peña Nieto, no Palácio Nacional, construção imponente da época colonial que serve de sede ao governo mexicano. Peña Nieto ofereceu o brinde com a tequila. Já Dilma levantou a taça — e, mesmo em dieta, bebericou — com caipirinha à base de cachaça.

“Envidemos nossos esforços e nosso brinde com a tequila e com a cachaça, que tendem a se tornar os símbolos de nossa relação estreita, Brasil e México, México e Brasil”, afirmou Dilma, aos 200 convidados, entre eles autoridades e empresários mexicanos e brasileiros.

No brinde, Peña Nieto citou os inconfidentes mineiros e a escritora brasileira Cecília Meireles, enquanto Dilma lembrou a civilização asteca. Na declaração à imprensa, a brasileira citou o escritor e poeta mexicano Otavio Paz, prêmio Nobel de Literatura em 1990, para saudar a reaproximação entre México e Brasil.

“Creio que estamos abrindo um novo caminho. Como disse Otavio Paz, o mundo muda quando dois se olham e se reconhecem” — disse a presidente, que visitou os murais do pintor mexicano Diego Rivera que adornam paredes do Palácio Nacional.

Dilma ofereceu ainda condolências às famílias das vítimas do tornado que provocou inundações e estragos em Ciudad Acuña, próximo da fronteira com os Estados Unidos. Peña Nieto visitou a região pela manhã, antes de voltar à capital mexicana. O imprevisto atrasou o encontro de trabalho em quase duas horas.

A brasileira lembrou que Santa Catarina passou por tragédia semelhante recentemente e afirmou que estas ocorrências ampliam a importância de uma parceria entre os dois países na área ambiental assinada durante a viagem.

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