Imigrantes podem ficar sem intérpretes em tribunais americanos

Imigrantes podem ficar sem intérpretes em tribunais americanos
15 outubro 17:20 2015 Imprimir

Carmelina Cadena 2

A exigência por salários mais altos está afastando os intérpretes dos Tribunais norte-americanos. Em todo o país teve início um movimento de profissionais que se recusam a assinar um novo contrato. A explicação é que além do salário reclamam das condições precárias de trabalho.

Carmelina Cadena, uma intérprete que mora na Flórida é fluente em um idioma maia raro e muito requisitado, pois é falado na Guatemala, disse que é “ridícula a atual situação destes profissionais”.

A presença de um intérprete é muito importante para o funcionamento de um tribunal de imigração, onde uma maioria dos casos não é conduzida em inglês. Dados revelam que no ano passado, menos de 15% dos processos imigratórios foram em inglês.

Este conflito entre os profissionais e o contratante SOS Internacional (SOSi) pode gerar uma ameaça e comprometer as funções dos Tribunais, além de prejudicar em muito os imigrantes que não falam inglês. Com a falta de um intérprete a deportação fica mais eminente, já a pessoa quase não terá como se defender.

A presidente da Associação Americana dos Advogados de Imigração, Laura Lichter, disse que a tradução e a presença de um intérprete em uma audiência podem ser fundamentais para o sucesso de um caso.

Os Tribunais de Imigração são administrados pelo Departamento de Justiça, que utiliza 67 funcionários e 1650 intérpretes freelancer, os quais são designados para casos de imigrantes que enfrentam processo de deportação, que precisam entender as acusações que pesam sobre ele.

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