Isso que é moral. Levir compara atleticano a zagueiro de R$ 180 milhões

Isso que é moral. Levir compara atleticano a zagueiro de R$ 180 milhões
15 outubro 15:47 2015 Imprimir

otamendi atletico

O zagueiro Otamendi não ficou sequer seis meses na Cidade do Galo. Foram somente 19 jogos e um gol marcado, mas o suficiente para cair nas graças da torcida alvinegra. A passagem pelo Atlético-MG foi apenas uma transição na troca do Porto, de Portugal, para o Valência, da Espanha. Assim, a diretoria do clube mineiro nada podia fazer para segurar o zagueiro argentino que na última janela de transferência foi vendido para o Manchester City por cerca de R$ 180 milhões.

É claro que um jogador do nível do Otamendi faz falta para qualquer equipe, mas o Atlético teve um substituto que deu conta do recado e amenizou a saída do defensor argentino. O jovem Jemerson entrou no time numa final de competição internacional, na Argentina, e não saiu mais. Réver chegou a ser titular no segundo jogo da Recopa Sul-Americana, mas o capitão na conquista da Libertadores de 2013 terminou 2014 no banco de reservas de Jemerson.

Para Levir Culpi isso tem uma explicação simples. O treinador alvinegro entende que o zagueiro que vai completar 100 jogos como profissional, diante do Inter, está em nível semelhante ao de Otamendi, que aparece na lista como o terceiro zagueiro mais caro da história do futebol mundial.

“O Jemerson é um jogador de uma regularidade impressionante. Ele pode, em breve, ser convocado para a seleção brasileira. Claro que sempre algumas coisas para arrumar, para ajustar. Mas o Jemerson é um cara fisicamente muito bom, isso ajuda muito também. Eu não pensava que depois do Otamendi, que foi um dos zagueiros que admirei, que passou por aqui, que tão rapidamente surgisse um zagueiro. Ele praticamente segue os passos do Otamendi, no mesmo nível. Tomara que se mantenha assim para ser um jogador importante para o Atlético”.

Há pouco mais de um atrás Jemerson era apenas mais um reserva no Atlético. Agora, para tirá-lo da Cidade do Galo, é preciso pagar uma multa que gira em torno de R$ 100 milhões. “Penso em ir um dia para a Europa, mas prefiro viver o presente. Um dia eu sonho em chegar em um grande clube da Europa. Mas primeiro é pensar no Atlético, conquistar mais títulos”, comentou Jemerson, que é grato a Levir Culpi pela confiança que teve em 2014.

Otamendi já estava fora do Atlético, enquanto Réver e Edcarlos estavam machucados, o que fez Levir escolher Jemerson para o duelo com o Lanús, pela Recopa. O defensor baiano não se intimidou com a pressão por jogar fora do Brasil e foi muito bem no triunfo alvinegro por 1 a 0. Para o treinador, o mérito é todo do jogador.

“Não me sinto paizão, os méritos todos são dele. Claro que alguém tem de colocar. Alguns temem em colocar os jogadores muito jovens. Mas eu, aqui no Atlético, não. Sinto o potencial e coloco para jogar, não quero saber. Mas quem é o protagonista, quem se arrumou foi o Jemerson. Ele aproveitou a oportunidade. Todo mundo fala em querer oportunidade, mas poucos se agarram na chance como ele fez”.

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