Casa Branca nega que FBI quer influenciar resultado da eleição

Casa Branca nega que FBI quer influenciar resultado da eleição
03 novembro 14:37 2016 Imprimir

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A Casa Branca colocou fim, na segunda-feira (31), a uma discussão sobre as acusações da candidata Hillary Clinton ao diretor do FBI, James Comey, de que ele estaria tentando influenciar o resultado da eleição. O diretor anunciou uma investigação sobre e-mails adicionais ligados a um servidor privado da candidata democrata na sexta-feira (28).

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que ele não tem “conhecimento independente” de como Comey chegou a sua decisão de tornar pública a investigação do FBI sobre os e-mails ou “quais fatores foram considerados” em sua decisão de discutir esse assunto publicamente.

Comey afirmou que a agência investigaria novos e-mails que surgiram com relação ao uso de um servidor privado por Hillary quando ocupava o cargo de Secretária de Estado.

Segundo a imprensa americana, os e-mails foram descobertos em um computador de Anthony Weiner, ex-deputado e ex-marido da assessora da candidata democrata Huma Abedin. Fontes de investigação disseram ao “Washington Post” e ao “New York Times” que os e-mails em questão pertenciam a Abedin. Os investigadores examinavam mensagens ilícitas trocadas por Weiner com uma adolescente de 15 anos.

Em 2015, agentes do FBI analisaram dezenas de milhares de e-mails do Departamento de Estado e entrevistaram os principais assessores de Clinton – e, finalmente, a própria Hillary.

A investigação começou depois que uma auditoria interna realizada pelo Departamento de Estado criticou o uso de um servidor privado de e-mails por parte de Hillary, incluindo mensagens de natureza reservada, quando estava à frente da diplomacia americana.

O relatório de 83 páginas analisou as práticas de comunicações e de arquivamento de documentos desde Madeleine Albraight (1997-2001), mas é particularmente duro com a decisão de Clinton (2009-2013) de manter seus e-mails em um servidor privado.

Em julho deste ano, Comey anunciou que não recomendava apresentar acusações contra a então pré-candidata democrata, embora tenha afirmado que ela foi “extremamente descuidada” no uso de seus e-mails pessoais em correspondências oficiais durante o período em que foi secretária de Estado.

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