Pegador de pênaltis, Rafael pode ajudar Cruzeiro a quebrar jejum histórico

Pegador de pênaltis, Rafael pode ajudar Cruzeiro a quebrar jejum histórico
03 novembro 13:37 2016 Imprimir

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O Cruzeiro vai a Porto Alegre precisando resolver uma tarefa complicada na Arena do Grêmio.  Depois de perder a primeira semifinal por 2 a 0, a equipe mineira precisa vencer o time gaúcho por três gols de diferença se quiser seguir vivo na luta pelo pentacampeonato da Copa do Brasil. Se apenas conseguir repetir o placar do Mineirão de forma favorável, a decisão será resolvida nos pênaltis. Mas nem tudo estará perdido. No gol, o clube mineiro terá Rafael, reserva do veterano Fábio e que pouco atuou como titular, mas que já mostrou ser o terror dos cobradores. Além disso, o goleiro será peça fundamental para o time tentar fazer o que nunca conseguiu: reverter um placar tão desfavorável e sair do sul classificado.

O retrospecto histórico contra o Grêmio joga contra e a favor do Cruzeiro. Em quatro decisões de mata-mata, o time mineiro sempre eliminou os gaúchos. Em contrapartida, em todas as 33 vezes que as equipes se enfrentaram em Porto Alegre, nenhuma das seis vitórias celestes foram por um placar que o classificaria à final da Copa do Brasil. O triunfo mais largo aconteceu em 2007, quando o Cruzeiro superou os anfitriões por 2 a 0. Além disso, os mineiros jamais conseguiram inverter uma desvantagem de dois ou mais gols de diferença em toda a história do torneio. Em 1991, após perder para o Corinthians por 3 a 1 fora de seus domínios, o time de Belo Horizonte sofreu um revés em pleno Mineirão por 1 a 0. Na semifinal de 2005, o Cruzeiro foi derrotado por 3 a 1 para o Paulista. No jogo da volta, obteve um triunfo por 3 a 2. Em 2014, na finalíssima, foi superado pelo Atlético-MG por 2 a 0 no Independência. No duelo seguinte, perdeu para o arquirrival pelo placar mínimo (1 a 0) no Mineirão.

Em sete anos como profissional do Cruzeiro, Rafael tem pouco mais de 50 jogos pelo clube e o incrível aproveitamento de 80% em cobranças de pênaltis. Até o momento, o goleiro teve que enfrentar cinco cobranças de pênaltis e foi feliz em nada menos que quatro delas. Somente a primeira, no duelo com o Ipatinga, em 2010, terminou em gol. As demais foram defendidas pelo herdeiro de Fábio. O atleta impediu batidas diante de Palmeiras (2011), Atlético-PR (2016), São Paulo (2016) e Vitória (2016).

As interceptações de Rafael em cobranças de pênalti, contudo, não se restringem ao período de profissionalização. O goleiro também se destacou nas categorias de base. Nos juniores, ele fez duas defesas diante do Sporting Lisboa na finalíssima da Copa Amsterdam 2007. Na decisão da Copa São Paulo do mesmo ano, nova intervenção. O adversário era o time homônimo da competição. No Campeonato Brasileiro Sub-20 de 2007, ele voltou a brilhar. Na semifinal, pegou um pênalti contra o Grêmio. Em 2009, na Copa do Mundo Sub-20, com as cores da seleção brasileira, o goleiro fez duas intervenções na decisão contra Gana. A fama de pegador de pênaltis e o bom momento no Cruzeiro fazem com que ele sonhe até com uma convocação de Tite:

“Todos nós temos que pensar grande. Eu trabalho sempre com o foco e a meta de fazer o meu melhor, de poder conquistar coisas grandes e a seleção é o sonho de qualquer atleta profissional. Comigo não é diferente”. Sobre as suas inspirações entre os goleiros conhecidos por se destacar em cobranças de pênalti, Rafael desconversa: “Eu assisto futebol sempre e tento tirar muitas informações de todos os lances envolvendo os goleiros. Seria uma injustiça eu citar nomes aqui, já que existem muitos goleiros que são referência hoje na posição e com certeza também são referência para mim”, comentou.

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