Google, Facebook e Twitter estão sendo processados por massacre

Google, Facebook e Twitter estão sendo processados por massacre
22 dezembro 14:16 2016 Imprimir

massacres

Parentes de três dos 49 mortos no massacre em um bar gay em Orlando, Flórida, entraram na terça-feira com uma ação civil federal contra a Google, Facebook e Twitter, por supostamente fornecer “material de apoio material” para o grupo jihadista Estado Islâmico (EI ), que inspirou o massacre.

A ação cível movida pelo advogado Keith Altman na Justiça Federal para a Eastern Michigan em nome dos parentes de Tevin Eugene Crosby (25), Juan Ramon Guerrero (22) e Javier Jorge Reyes (40), que morreram durante o ataque no Press Club, pelas mãos do americano Omar Mateen, de origem afegã, em 12 de junho.

O documento de 51 páginas, indica que o Google, Facebook e Twitter “por anos, e de forma irresponsável, forneceu ao grupo terrorista EI contas que usavam em suas redes sociais como ferramentas para espalhar propaganda extremista, arrecadar fundos e atrair novos recrutas “.

Na ação, os parentes de Crosby, Guerrero e Reyes, residentes em Michigan, Carolina do Norte e Flórida, respectivamente, explicam que o Google, Facebook e “especialmente” Twitter serviram como canais para a matança, de um clube gay que foi considerado como um refúgio para a comunidade LGBT na Flórida Central.

Durante uma conversa com um oficial de polícia de Orlando, através da linha 911, e pouco antes de ser morto a tiros por agentes, Mateen, 29, jurou lealdade a Abu Bakr al-Baghdadi e EI, em cujo nome a chacina foi perpetrada.

“As empresas continuam a permitir que as mídias sociais terroristas operem grupos (em suas plataformas) apesar de que há passos que podem ser tomadas para minimizar e impedir que estes grupos façam este tipo de ações”, Altman explicou como representante do demandantes advogado de famílias.

“Os réus não só permitem que grupos terroristas como EI usem seus sites para oferecer a sua propaganda e planejar seus ataques, mas também beneficiar dele”, disse Altman na demanda, de acordo com documentos oficiais arquivados segunda-feira.

A queixa judicial incorporada em seus documentos dezenas de fotografias, liga a atividade do EI como prova contra os acusados ​​de mídia social, bem como comentários feitos em setembro 2014 por A Wexler, porta-voz do Twitter, que entre outras coisas diz que os usuários desta rede social em todo o mundo enviaram cerca de 500 milhões de tweets por dia e que “não acompanham ativamente”.

O processo pede ao tribunal para responsabilizar Google, Facebook e Twitter civilmente como responsáveis por violar a lei, a ponto de cometer um ato de terrorismo internacional “conscientemente, propositalmente ou com cegueira voluntária”. A ação também busca compensação monetária para as famílias de Crosby, Reyes e Guerrero, mas não determina a quantidade.

  Editorias:




Escreva um comentário

Nenhum comentário

Nenhum comentário ainda...

Seja o primeiro a comentar!.

Publique seu comentário

Your data will be safe! Your e-mail address will not be published. Also other data will not be shared with third person.
All fields are required.