Léa Campos: Difícil, Mas Existe

Léa Campos: Difícil, Mas Existe
02 março 10:38 2017 Imprimir

Mark Clattenburd

Os homens (de preto, em minha época), hoje estão mais relaxados, usam camisa coloridas, que ao meu ver perde um pouco da imponência.

Mas alguns ainda usam o dito uniforme, e por isso muitos países o querem, por sua capacidade soprando a “latinha”, por sua postura profissional ou por seu conhecimento, correm para levar para suas terras o melhor dos melhores.

Mark Clattenburd é na atualidade considerado o melhor árbitro no Premier League, primeira divisão inglesa.

Recentemente ele comunicou que deixaria o apito para assumir a chefia de arbitragem na Arábia Saudita, onde ocupará o lugar de seu colega de profissão, também inglês, Howard Webb.

Mark chegou a participar de uma coletiva de imprensa onde teve sua apresentação oficial.

Ele, que apitou a final da Euro 2016, também apitará partidas na sua nova associação.

Quando de sua apresentação, enfatizou que sua missão seria educacional, para melhorar e profissionalizar padrões de arbitragem em todo o país árabe.

Causou comoção o anúncio de que estaria deixando o futebol britânico, já que ele é um dos personagens mais respeitados no país pai do futebol (Soccer).

Algumas pessoas do meio, comentaram que sua decisão era por desgaste entre ele e a organização que comanda a arbitragem na Inglaterra (PGMOL), dando ênfase ao fato de nunca ter sido escolhido como árbitro de uma Copa Mundial.

Levando em conta esse fato e somando que receberia um salário mensal de 500 mil libras, por ano, equivalente a quase dois milhões de reais, livres de impostos, Mark achou que era sua chance de fazer seu “pé de meia” e garantir o futuro.

Os tabloides ingleses comentam ainda que Mark recusou uma oferta de quase quatro milhões do futebol chinês.

Aos 41 anos, o último jogo do árbitro havia sido entre Arsenal e Hull, com a vitória de 2 a 0 para o time da casa no estádio Emirates, muitos pensavam que ele não voltaria a apitar outra partida no campeonato inglês.

Era tão grande sua decepção com a PGMOL, que após o jogo do Arsenal, ele deixou seu equipamento de rádio comunicação da partida e alguns apetrechos da profissão no carro que o transportou com seus colegas após o jogo, dizendo ao motorista que não precisaria mais daquilo no futuro.

Para seu desgosto ele havia sido designado para apitar o encontro entre West Brom e Bournemouth, pelo premier, e segundo dizem, ele teve que correr atrás de seu equipamento para voltar a apitar.

Ao que tudo indica, Mark ainda tem pelo menos quatro partidas até terminar a temporada, e somente então poderá assumir seu posto em terras árabes.

O fenômeno com os árbitros ingleses é tão grande que até a MLS, (liga norte americana) tem interesse em contratar alguns deles.

Ser soprador de “latinha” é fácil, difícil é fazê-lo corretamente e conquistar a confiança do público, jogadores e dirigentes.

Parabéns Mark você representa os que realmente levam esse sacerdócio a sério.

 

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.

Léa Campos

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