Fumar maconha durante a gravidez pode aumentar o risco de asma no bebê, parto prematuro e pressão alta na mãe

Fumar maconha durante a gravidez pode aumentar o risco de asma no bebê, parto prematuro e pressão alta na mãe
23 março 16:22 2017 Imprimir

maconha

A Medicina está de acordo que fumar durante a gravidez é perigoso para o feto. O tabaco pode causar partos prematuros e fazer com que o bebê nasça abaixo do peso, além de uma série de complicações.

Logo, segundo um novo estudo realizado por cientistas de Houston, no Texas, fumar maconha e cigarro juntos pode aumentar ainda mais esses riscos. Embora essa declaração soe óbvia, cada vez mais mulheres estão usando a droga enquanto grávidas, conforme relatado pelo Mail Online. E isso acontece porque algumas grávidas acreditam que a maconha seja menos prejudicial do que outras substâncias.

Para observar quais os efeitos que a maconha, sozinha ou em combinação com cigarro, pode ter sobre as mães e bebês, uma equipe analisou dados de 12.069 mulheres que deram à luz entre janeiro de 2011 e junho de 2015, em hospitais associados ao Baylor College of Medicine, em Houston, Texas.

Todas foram questionadas a respeito do uso de maconha, tabaco e outros produtos com nicotina durante a gravidez. De todo o grupo, 106 mulheres, menos de 1%, relataram o uso de maconha. Entre essas, 48 disseram também fumar cigarros durante o período gestacional e um total de 242, ou 2% das participantes do estudo, relataram ter fumado apenas cigarros.

Fumar apenas cigarros foi associado ao tamanho menor que o normal da cabeça do bebê, além do peso reduzido e parto prematuro, mas estes riscos foram maiores quando combinados com o uso de maconha.

Entretanto, não houve diferenças significativas entre as mulheres (ou bebês) que fumavam apenas maconha em relação às mulheres que não fumavam nada. Todavia, segundo os pesquisadores, todas as que fumavam (cigarro, maconha ou ambos) eram quatro a sete vezes mais propensas a ter depressão ou ansiedade do que as não fumantes. Além disso, as mães que não receberam assistência pré-natal suficiente – menos de 11 visitas ao médico durante a gravidez – eram mais propensas a fumar tanto maconha quanto cigarros.

Quanto aos bebês, segundo a professora associada Dr.ªCarri Warshak, da Universidade de Cincinnati, em Ohio, que há tempos estuda os efeitos da maconha durante a gravidez e não estava relacionada a pesquisa, o efeito mais consistente é relacionado ao peso. Segundo ela, os riscos de dificuldade de alimentação, icterícia e até mesmo problemas cardíacos também são vigentes.

“Ainda estamos começando a aprender sobre as consequências do uso da maconha durante a gravidez”, disse Dr.ªRacusin. “O uso do tabaco é claramente prejudicial para a saúde fetal. E é muito provável que a cannabis tenha alguns efeitos indesejáveis também. Logo, para otimizar a saúde da criança, o ideal é evitá-la durante a gestação”, alertou. Os resultados do estudo foram publicados no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

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