Atlético-MG usa tecnologia para “dosar” Luan e garantir atacante 100% nos jogos

Atlético-MG usa tecnologia para “dosar” Luan e garantir atacante 100% nos jogos
07 setembro 13:55 2017 Imprimir

Luan, o menino “maluquinho” do Atlético-MG está cada vez melhor e mais solto em campo. Com o passar dos jogos, ele vai voltando a ser o motor e o ponto de equilíbrio do time. Porém, o caminho para retornar à boa fase não foi dos mais fáceis. Ainda em 2016, uma lesão grave no menisco e na cartilagem do joelho direito atormentou o jogador. O problema foi tratado, mas não pode ser completamente curado. A região precisa de um cuidado especial quase que constante, e o atleta não consegue mais ter a consistência física de antes. Lesões musculares são mais frequentes, sequência de partidas se torna algo complicado.

– Além de ter sido uma lesão um pouco delicada, que ele teve no joelho, que afastou o Luan por bastante tempo das atividades, em termos de rendimento, as outras lesões que ele acabou tendo na fase de retorno estão muito associadas ao longo tempo em que ele ficou parado. O Luan é um jogador que tem um dinamismo de jogo muito grande. Para ele, a gente precisava dosar, principalmente, esse retorno. Até a tecnologia do GPS nos ajudou bastante. Porque foi uma forma de a gente ir controlando a dose de treino do Luan, para que ele não passasse da conta e, aos pouquinhos, fosse voltando à velha forma física dele – afirma Roberto Chiari, fisiologista do Atlético-MG.

Como explica Roberto Chiari, o Galo tem usado não só em Luan, mas em todos os jogadores, o GPS. Você já deve ter visto a maioria vestida com o dispositivo. É aquela segunda pele, chamada por alguns de colete, que fica na parte do tórax. Essa tecnologia ajuda a ver como os atletas estão se desempenhando tanto nos treinos quanto nos jogos.

– A partir do momento que temos um conhecimento bem detalhado de tudo o que o atleta faz em campo e com a medida da intensidade, para a gente fica melhor programar, fazer uma programação de o que o atleta vai fazer nas próximas sessões de treinamento. Também monitorar como está sendo o rendimento físico desse atleta. A partir do momento que conseguimos dosar com mais precisão a carga do treinamento, temos mais segurança de que num jogo, aquele atleta vai estar mais preparado – disse Roberto Chiari.

Com a ajuda do dispositivo, o Atlético-MG tem conseguido “dosar” Luan. Ele tem o estilo de jogo de muita entrega, correria e intensidade. E não se segura nem mesmo nas atividades na Cidade do Galo. Por causa disso, todo cuidado é pouco para o “maluquinho”. O atacante vem de uma sequência de jogos e está há um mês sem se lesionar. Nesta temporada, foram 18 jogos e um gol marcado.

Resposta dentro de campo

Durante o período em que ficou afastado, Luan leu e ouviu muitas teorias acerca das lesões que o atormentavam. No entanto, nunca desistiu de lutar e seguir acreditando na recuperação e, consequentemente, o retorno aos gramados. O lateral-direito Marcos Rocha, amigo e companheiro de grupo do atacante, destacou a persistência do jogador e a resposta dentro de campo que ele vem apresentando.

– Luan ficou bastante chateado. Todo jogador quer estar dentro de campo, ajudando a equipe. As lesões, as coisas que a gente acaba ouvindo, que a carreira dele poderia se encerrar, mas é um cara que o tempo todo buscou a fisioterapia dentro do clube, se dedicou ao máximo, e hoje a resposta é dentro de campo, fazendo o que ele gosta. Está com um rendimento muito bom. Sabemos que ele pode evoluir mais. Ficamos felizes por tudo o que está acontecendo com ele neste momento.

O estilo “maluquinho” de Luan não é apenas nos gramados. Ele também se mostra irreverente nas entrevistas coletivas, falando abertamente sobre diversos assuntos. Fábio Santos comentou o jeitinho do camisa 27 do Galo.

– O Luan é um cara querido por todos. Até quando ele vem dar entrevistas, a gente já sabe que vai sair alguma pérola. Ficamos p… com ele lá dentro. Sabemos que ele vai falar alguma besteira (risos). Mas é o jeito dele. É um cara que fala o que pensa. Dentro de campo, ajuda demais. Quando ele está em campo, a torcida tem mais paciência com a equipe. É um cara referência para todos nós, de vontade, determinação, até pelas lesões que ele tem. E mesmo assim, todo dia trabalha. A força que ele faz para estar dentro de campo. É um moleque do bem, e gostamos muito de ter ele do nosso lado.

 

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